HGG é reconhecido entre os 100 melhores hospitais públicos do Brasil

Lista integra a primeira etapa do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil 2026

Compartilhe

O Hospital Estadual Dr. Alberto Rassi (HGG) foi selecionado como um dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil em um levantamento nacional realizado pelo Instituto Brasileiro das Organizações Sociais de Saúde (Ibross), em parceria com a Organização Panamericana de Saúde (Opas/OMS).

A lista integra a primeira etapa do Prêmio Melhores Hospitais Públicos do Brasil 2026, que reconhece instituições públicas de destaque pela qualidade da assistência, eficiência operacional e compromisso com o SUS.

Critérios de avaliação

A pesquisa analisou hospitais públicos federais, estaduais e municipais com 100% de atendimento SUS, mais de 50 leitos ativos e produção assistencial registrada no Sistema de Informações Hospitalares (SIH), no período de agosto de 2024 a julho de 2025. Entre os critérios avaliados estão:

  • Acreditação hospitalar;
  • Taxa de ocupação;
  • Taxa de mortalidade;
  • Disponibilidade de leitos de UTI;
  • Tempo médio de permanência dos pacientes internados.

Na próxima fase, os 100 finalistas passarão por uma pesquisa de satisfação com pacientes, análise de compliance, avaliação do nível de acreditação e indicadores de eficiência, que cruzam produção assistencial e uso de recursos.

Desempenho assistencial do HGG

O reconhecimento nacional está diretamente associado ao desempenho assistencial do HGG. Entre 2019 e 2025, o hospital realizou 1.140.565 atendimentos, consolidando-se como uma das principais referências da rede pública estadual.

Desde 2012, o total acumulado chega a 1.951.405 atendimentos. Somente em 2025, a unidade contabilizou 179 mil atendimentos, com 5.669 cirurgias, 8.101 internações, mais de 500 mil exames e 220 transplantes realizados.

Transformação e modernização

O HGG foi fundado em 1959 como o primeiro hospital-escola do Centro-Oeste e passou por uma transformação estrutural e gerencial a partir de 2012. A modernização ampliou a eficiência e permitiu a expansão para mais de 30 especialidades, a implantação do Prontuário Eletrônico do Paciente, programas de humanização e a inauguração de setores estratégicos como Centro de Terapia Intensiva (CTI), Centro de Transplantes e ambulatórios especializados.

A instituição também realizou transplantes inéditos: medula óssea, pâncreas e rim-pâncreas, e conquistou certificações de alto padrão, entre elas ONA nível 3, acreditação internacional da ACSA e o selo Top Performer da Amib.

Avanços em 2025

Ao longo de 2025, o hospital intensificou investimentos em inovação tecnológica para elevar a qualidade da assistência. Um dos avanços foi a oferta sistemática de sensores de monitoramento contínuo de glicose para crianças e adolescentes de 2 a 16 anos com diabetes tipo 1 atendidos no Centro Estadual de Atenção ao Diabetes (Cead), tornando o HGG o primeiro hospital da rede estadual a disponibilizar esse recurso de forma regular.

Outro destaque foi a inauguração do HGG Digital, unidade que marca um novo patamar na integração entre tecnologia e cuidado em saúde em Goiás. Com a iniciativa, mais de 2.500 consultas mensais passaram a ser realizadas por videochamada, o que corresponde a 22% dos atendimentos ambulatoriais do hospital, com seis consultórios virtuais equipados com ferramentas que garantem segurança, precisão clínica e qualidade no atendimento remoto.

O HGG também se consolidou como referência em procedimentos de alta complexidade e técnicas inovadoras. Em 2025, tornou-se o único hospital público ou privado de Goiás a oferecer cirurgias minimamente invasivas para correção de pectus escavatum e pectus carinatum, conhecidos popularmente como peito de sapateiro e peito de pombo.

A instituição implantou ainda, pela primeira vez no âmbito do SUS, técnicas minimamente invasivas em coloproctologia, com uso de lasers de diodo e CO₂ fracionado para tratamento de fístulas, hemorroidas e cistos pilonidais, reduzindo tempo de internação, acelerando a recuperação dos pacientes e diminuindo custos hospitalares.

Primeira cirurgia de remodelação craniana

No mesmo ano, o hospital realizou a primeira cirurgia de remodelação craniana da história da rede pública de Goiás, em uma paciente de 14 anos com craniossinostose, ampliando o acesso a tratamentos de altíssima complexidade pelo SUS. Outro marco foi a inauguração da Sala de Manipulação de Quimioterápicos, que fortaleceu a assistência a pacientes oncológicos e transplantados de medula óssea.

A unidade também implantou o primeiro Dispensário Eletrônico de Medicamentos da rede estadual, um sistema automatizado que garante controle de estoque, rastreabilidade e maior segurança no uso de medicamentos e materiais médico-hospitalares.

Compromisso com a excelência

Para o secretário de Estado da Saúde, Rasível Santos, os resultados evidenciam o compromisso do Governo de Goiás com a excelência no atendimento público. “O Goiás que queremos é aquele em que o SUS oferece, de fato, o que há de mais moderno em medicina, aliado ao respeito e à dignidade para cada cidadão. O HGG demonstra que a saúde pública pode, e deve, unir ciência, tecnologia e acolhimento para garantir atendimento de qualidade a todos”, afirmou.