A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Políticas para Mulheres, Assistência Social e Direitos Humanos (Semasdh), realizou nesta quarta-feira (3/6) a entrega de uma tonelada de alimentos a famílias de pacientes oncológicos do Araújo Jorge. Os donativos arrecadados durante a 79ª edição da Pecuária em Goiânia, um evento que juntou ao todo 80 toneladas de alimentos não perecíveis.
Segundo a titular da Semasdh, Erizania Freitas, a proposta dessa edição da Pecuária foi promover a participação popular em prol da causa social. “De maneira espontânea e voluntária, cada participante dessa grande festa doou um quilo de alimento não perecível. Isso agora é revertido para a população em vulnerabilidade social. A doação vai chegar à mesa dessas famílias, fortalecendo a segurança alimentar nesse momento tão delicado que é o tratamento contra o câncer”, frisou.
Acompanhamento contínuo
A entrega de alimentos é apenas uma das formas de alcançar as famílias em situação de vulnerabilidade social, mas o acompanhamento é um processo contínuo. “O alimento é só uma das pontes. Queremos ver como está o cadastro único, verificar se uma criança está fora da escola ou sem vacina, se a mulher tem sido vítima de violência, se o idoso está em situação de abandono. Então, essa é uma das formas de chegar até as famílias para ofertar todas as políticas públicas”, detalhou Erizania.
Importância da doação
A nutricionista da Semasdh, Cecília Lima da Silva, afirma que a doação tem especial importância para as famílias que têm pacientes com câncer. “São pacientes que frequentemente já vivenciam uma situação de vulnerabilidade social, pois o câncer é uma doença que já causa fragilidade nutricional e emocional. Além de ter o apoio para o tratamento do câncer, este também é um momento para fortalecer o cuidado integral a esses pacientes.”
O papel da solidariedade
Fábio Francisco de Souza, que há oito anos se dedica a auxiliar filantropicamente os pacientes do Araújo Jorge em vulnerabilidade social, afirmou que a alimentação é a maior necessidade nesse grupo de pessoas, sendo as mulheres as mais expostas. “Cerca de metade das mulheres com câncer são abandonadas pelos maridos. Além disso, é uma doença que está crescendo porque a população está envelhecendo. Então, nossa necessidade está crescendo.”
“Às vezes, os pacientes não conseguem tomar banho sozinhos, têm pouca orientação sobre as dificuldades provocadas pela quimioterapia e radioterapia, têm dificuldade para se movimentar”, detalhou Fábio. “Mas quando você abraça uma pessoa que está passando pelo câncer, você tira o sofrimento dela por um instante. Por isso, esse momento de acolhimento é muito importante”, completou.


