O Irã e os Estados Unidos alcançaram um acordo preliminar para suspender a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz. O Paquistão mediou o memorando de entendimento que deverá ser assinado oficialmente na Suíça.
Principais detalhes do acordo para o fim da guerra
O pacto prevê o fim permanente das operações militares em todas as frentes, incluindo o Líbano. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã confirmou o término definitivo dos combates.
O Estreito de Ormuz, uma rota marítima crucial para o petróleo mundial, que estava bloqueado pelo Irã, será reaberto. Em contrapartida, os EUA encerrarão o bloqueio aos portos iranianos.
Durante um cessar-fogo de dois meses, os dois países pretendem negociar um acordo mais abrangente. Este abordará o alívio de sanções econômicas contra o Irã e o futuro do programa nuclear de Teerã.
Informações de bastidores indicam que os EUA concordaram preliminarmente em liberar US$ 25 bilhões em ativos iranianos congelados. Contudo, isso só ocorrerá condicionado ao cumprimento de termos de paz.
Impacto econômico e reações
Logo após o anúncio, os futuros do petróleo Brent registraram uma queda de 4%, enquanto as bolsas de valores na Ásia operaram em alta.
O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, declarou que as forças do país continuarão por tempo indeterminado nas zonas de segurança no Líbano, na Síria e em Gaza para proteger suas fronteiras, alertando que responderão com força total caso o Irã volte a atacar.
A chefe de política externa da UE, Kaja Kallas, classificou a decisão como um “avanço potencial” e colocou o bloco à disposição para colaborar com as próximas fases de resolução.
O presidente Donald Trump celebrou o acordo em suas redes sociais, afirmando que o pacto alivia a pressão interna sobre os preços dos combustíveis, embora congressistas republicanos defendam ainda o fim do programa nuclear iraniano por meio da força.



