O lateral-esquerdo Douglas Santos, que estreou pela Seleção Brasileira em 2016 e ficou quase uma década sem novas oportunidades, foi novamente convocado para a Amarelinha com a chegada de Carlo Ancelotti.
Douglas participou de seis dos 12 jogos sob o comando do italiano que precederam a Copa do Mundo. Foi o jogador mais utilizado na sua posição. Na manhã desta terça-feira (16), ele concedeu uma entrevista coletiva no hotel onde a delegação do Brasil está hospedada em Nova Jersey, Estados Unidos.
“O mister [Ancelotti] fala bastante comigo, que tenho crescido muito defensivamente, que me acompanha no Zenit [da Rússia], junto do estafe dele, e tem pedido que eu desfrute. Ele sabe das minhas características e, graças a Deus, vem dando certo. Portanto, venho focando ao máximo para entregar o melhor, defendendo bem e sendo uma surpresa no ataque”, revelou.
Desempenho na estreia do time de Ancelotti
Douglas Santos foi titular na estreia diante do Marrocos, realizada no último sábado (13) em Nova Jersey, que terminou em 1 a 1. Ao lado do atacante Vinícius Júnior, ele foi um dos destaques do Brasil no jogo, tanto no apoio ofensivo, gerando situações de gol, quanto na defesa, permitindo que o camisa 7 tivesse liberdade para atacar pelo lado esquerdo.
“O Vini é um cara que tem sido nosso desafogo, sabendo também que, por ali, podem aparecer [os atacantes] Raphinha, Igor Thiago, Matheus Cunha, e o [volante] Bruno Guimarães, que chega muito na frente. A gente conversa muito no lado esquerdo para ele [Vinícius Júnior] ter liberdade para jogar o futebol que ele sabe. Contra Marrocos, ficou nítido”, explicou Douglas.
Expectativas para o próximo jogo
Com um ponto no Grupo C, assim como o Marrocos, o Brasil volta a campo na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, na Filadélfia. Essa partida apresenta a maior disparidade de posições no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) nesta Copa. A seleção canarinho ocupa o sexto lugar, enquanto os haitianos estão na 83ª posição. Além disso, os haitianos, ainda zerados, perderam na estreia para a Escócia, em Boston, por 1 a 0.
“A gente está falando de uma Copa do Mundo. Então, não vai existir jogo fácil. Estão acontecendo muitos jogos equilibrados, empates [entre seleções com níveis diferentes]. Temos que estar preparados emocionalmente e fisicamente para entregar o melhor, sabendo que será muito difícil”, finalizou o lateral.


