A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) entrou com um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (22), solicitando a anulação da busca e apreensão realizada pela Polícia Federal (PF) em relação ao parlamentar.
Na semana passada, Wagner foi alvo da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes financeiras relacionadas ao Banco Master.
No recurso, a defesa argumenta que o senador “jamais atuou no Congresso para favorecer o Master”. Segundo os advogados, “prova disso é que a única emenda de sua autoria sobre o tema propunha limitar juros e proteger os consumidores”. Justamente o contrário dos interesses do Banco”, completa.
Sobre a quantia em dinheiro encontrada durante as buscas, o advogado Pablo Domingues defendeu que os valores têm origem lícita e com comprovação. “Parte é proveniente de diárias publicamente declaradas pagas pelo Senado para missões no exterior, e outra parte foi adquirida por meio de operações oficiais junto a instituição financeira, com registro regular. Não há nada a ocultar. O próprio Ministério Público Federal já havia considerado prematura a apreensão desses bens”, afirmou o advogado.
O recurso terá análise do ministro André Mendonça, que é o relator do caso Master no Supremo.



