A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira (9) a 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga fraudes no Banco Master.
O foco desta fase é o empresário Thiago Miranda, acusado de ter vínculos com o banqueiro Daniel Vorcaro e de atuar para intimidar jornalistas e servidores do Banco Central por meio das redes sociais.
As buscas da PF autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator do caso.
Conforme as investigações da PF, recursos provenientes do esquema de fraudes no Master teriam sido usados por Vorcaro para promover campanhas de desinformação na mídia tradicional e digital, com a ajuda de influenciadores contratados.
De acordo com a PF, Vorcaro estruturou uma “organização criminosa” para proteger os atos ilícitos da sua gestão no banco Master.
Monitoramento de jornalistas
Conforme a decisão do ministro, Thiago Miranda, ex-sócio do Portal Léo Dias, foi responsável por monitorar a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo, que publicou diversas reportagens sobre as fraudes no banco de Vorcaro.
“Os elementos analisados indicam que Thiago Miranda desempenhou um papel central nessas ações, sendo o principal responsável por realizar pesquisas e levantamentos acerca da vida privada da jornalista”, afirmou.
Levantações sobre Milton Maluhy Filho
Além disso, a apuração indica que Thiago Miranda também participou do trabalho de levantar informações sigilosas sobre Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú.
“Nos diálogos identificados, Daniel Vorcaro enviou as seguintes mensagens a Thiago Miranda: ‘Estou precisando fazer um levantamento do Milton Maluhy. Está me causando muito problema. Me ajuda nisso?’ No minuto seguinte, Thiago responde: ‘Deixa comigo’”, conforme detalha um dos trechos da investigação.
Nota do advogado
Em nota à Agência Brasil, o advogado Rafael Martins afirmou que Thiago Miranda não cometeu qualquer irregularidade. E reiterou que o empresário está à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
“Thiago Miranda sempre pautou sua atuação profissional pela legalidade, transparência e respeito às instituições. Assim como pelo livre exercício da liberdade de expressão, não havendo praticado qualquer ato criminoso ou participado de ações destinadas a intimidar, coagir ou constranger terceiros”, afirmou.



