Goiás registrou uma queda de 16,28% nos homicídios dolosos no ano passado, segundo o Mapa da Segurança Pública 2026, divulgado na última semana pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública. O número de casos caiu de 903, em 2024, para 756, em 2025, representando uma redução de 147 registros no período analisado. A taxa de recuo em Goiás foi inferior à média nacional, que é de 10,50%.
Com esse resultado, o estado apresenta uma taxa de 10,18 homicídios dolosos por 100 mil habitantes, ocupando a 6ª posição entre os menores índices do país. Esse indicador é um dos principais parâmetros para o acompanhamento da violência letal e faz parte da base consolidada pelo Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública (Sinesp), com dados fornecidos pelas unidades da federação.
Redução em Crimes Relacionados à Vida
O levantamento também indicou uma redução em outros crimes relacionados à vida. As tentativas de homicídio caíram 10,29% em Goiás, diminuindo de 1.526 registros em 2024 para 1.369 em 2025. Além disso, as lesões corporais seguidas de morte apresentaram uma queda de 17,14%, passando de 35 para 29 casos.
No caso do latrocínio, que é o roubo seguido de morte, o estado manteve estabilidade, com 19 registros em 2024 e 19 em 2025. Apesar da ausência de variação, Goiás ainda apresenta uma taxa de 0,26 caso por 100 mil habitantes, novamente a 6ª menor do Brasil.
Apreensão de Drogas Aumenta
O Mapa da Segurança Pública 2026 também revela um aumento significativo no volume de drogas apreendidas em Goiás. Em 2025, foram confiscados 39.936 quilos de maconha, um aumento considerável em relação aos 22.928 quilos apreendidos em 2024, resultando em uma alta de 74,18%. Essa crescimento representa 17 toneladas a mais em comparação com os dois anos.
As apreensões de cocaína também cresceram, passando de 5.114 quilos em 2024 para 7.492 quilos em 2025, o que representa uma variação de 46,52%.
A análise técnica dos dados ressalta que os indicadores de apreensão refletem a quantidade de drogas interceptadas pelas forças de segurança e registradas nos sistemas oficiais. Portanto, o aumento no volume apreendido deve ser entendido como um indicador operacional, e não, isoladamente, como um crescimento da circulação de drogas.
Os dados consolidados no Mapa permitem acompanhar a evolução dos registros oficiais e subsidiar análises sobre dinâmicas criminais, rotas, áreas de incidência e prioridades operacionais. Esta publicação reúne 30 indicadores nacionais sobre criminalidade, atividade policial e serviços de segurança pública, com ano-base 2025.




