Para oferecer um atendimento mais ágil a pacientes vítimas de infarto, o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia – Iris Rezende Machado (HMAP), unidade da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) da Prefeitura de Aparecida de Goiânia e administrada pelo Einstein, promoveu neste mês um treinamento de atualização do Projeto Supra. Esta iniciativa integra telemedicina e atendimento especializado, garantindo agilidade no diagnóstico e tratamento de casos de infarto. O tempo limite estabelecido para os atendimentos é de 90 minutos, visando assegurar bons desfechos.
O treinamento realizado em julho contou com 78 participantes, entre enfermeiros, técnicos de enfermagem e recepcionistas do CAIS Nova Era, além das UPAs Brasicon, Flamboyant, Colina Azul e Buriti Sereno, e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) de Aparecida de Goiânia. Essa mobilização reforça a importância da atuação integrada entre todos os serviços prestados.
Capacitação para o atendimento cardiológico
A capacitação teve como objetivo fortalecer a linha de cuidado ao paciente cardiológico, abrangendo desde a chegada à unidade de urgência e emergência até o atendimento na área de hemodinâmica do HMAP. Durante o treinamento, foram revisados os protocolos assistenciais, os fluxos de encaminhamento e o papel de cada profissional na identificação precoce dos sinais de infarto. Isso contribui para que o paciente receba o tratamento no menor tempo possível.
“Quando falamos de infarto, cada minuto pode salvar uma vida. Por isso, investimos na capacitação permanente das equipes e em protocolos que tornam o atendimento mais rápido e eficiente. O Projeto Supra é mais uma prioridade da gestão do prefeito Leandro Vilela para garantir que a população receba o tratamento adequado no menor tempo possível”, destacou o secretário municipal de Saúde, Alessandro Magalhães.
Importância da comunicação na equipe
Joyce Landin, coordenadora da hemodinâmica e do pronto atendimento do HMAP, explicou que o treinamento busca alinhar conhecimentos e fortalecer a comunicação entre todas as equipes envolvidas no atendimento. “Nosso objetivo é nivelar o conhecimento entre todos os profissionais que participam da cadeia de atendimento ao paciente com suspeita de infarto. Esse trabalho em rede depende de comunicação eficiente e do entendimento do papel de cada integrante, para que o paciente chegue ao HMAP o mais rápido possível. Quando todos conhecem o fluxo e entendem a importância de cada etapa, conseguimos reduzir o tempo até a restauração do fluxo de sangue e aumentar as chances de um desfecho favorável”, enfatizou Joyce.
Para a técnica de enfermagem Sandra Martins dos Passos, da UPA Buriti Sereno, que participou da capacitação, a atualização contínua dos protocolos é essencial para garantir um atendimento de qualidade. “Em uma situação de urgência, estar preparado faz toda a diferença para aumentar as chances de sobrevivência do paciente. O protocolo salva vidas todos os dias”, afirmou.
Detalhes do Projeto Supra
O Projeto Supra está em funcionamento desde agosto de 2023 e conecta unidades de pronto atendimento, telemedicina, SAMU e o HMAP em uma rede integrada de assistência. A proposta é acelerar todas as etapas do atendimento, desde a triagem inicial e a realização do eletrocardiograma até a confirmação do diagnóstico e a transferência do paciente para o serviço de hemodinâmica no hospital, onde é realizada a desobstrução da artéria responsável pelo infarto. Desde sua implantação, 420 pacientes já foram atendidos por meio do projeto.
Assim que o paciente chega na unidade básica de atendimento ou é atendido pelo SAMU com suspeita de infarto, inicia-se o protocolo do Supra. Um eletrocardiograma é feito e o resultado é enviado através de uma plataforma de inteligência artificial para médicos cardiologistas do Einstein, em São Paulo. O laudo é devolvido em até 10 minutos e, quando há alteração compatível com infarto agudo do miocárdio, um alerta é disparado para todos os envolvidos: a regulação do município, o HMAP e o SAMU, que leva o paciente ao hospital em até 20 minutos.
Ao chegar, a equipe médica já possui informações suficientes para atender o paciente de forma ágil. Quanto mais rápida a intervenção, maior a chance de recuperação do fluxo sanguíneo no coração.
“O entupimento de uma artéria do coração compromete o funcionamento deste órgão, o que pode levar à morte das células rapidamente. Por isso, a expressão ‘tempo é músculo’ resume a urgência do atendimento: quanto menor o intervalo entre o diagnóstico e o tratamento, maiores são as chances de preservar a função cardíaca e evitar complicações, como insuficiência cardíaca e outras sequelas”, avaliou Joyce Landin.



