Dólar encerra julho com queda de 1,82%; Bolsa sobe 3,5% e petróleo dispara com tensão no Oriente Médio

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O dólar fechou praticamente estável nesta sexta-feira (31), cotado a R$ 5,069, com alta de 0,13% no dia. Apesar do leve avanço, a moeda norte-americana acumulou queda de 1,82% em julho e recua 7,73% no ano.

A valorização da divisa no último pregão do mês foi impulsionada pela busca dos investidores por ativos considerados mais seguros diante do agravamento das tensões entre Estados Unidos e Irã, além da alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e da expectativa de juros elevados nos Estados Unidos.

Na Bolsa de Valores, o Ibovespa avançou 0,47%, encerrando o dia aos 177.999 pontos. Com o resultado, o principal índice da B3 acumulou alta de 3,47% em julho, interrompendo uma sequência de quatro meses de perdas. No ano, a valorização chega a 10,47%.

O pregão também foi marcado por um atraso superior a duas horas na abertura dos mercados da B3, provocado por um problema técnico na infraestrutura de pós-negociação. Segundo a Bolsa, não houve indícios de ataque cibernético e o incidente não comprometeu o desempenho dos ativos ao longo da sessão.

No mercado internacional, o petróleo registrou forte valorização. O barril do Brent fechou cotado a US$ 87,93, alta de 1,21% no dia e de 23,5% no acumulado de julho. Já o WTI, referência nos Estados Unidos, terminou o mês a US$ 84,67, com avanço de 21,8% no período.

A escalada dos preços foi impulsionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, com novos confrontos entre Estados Unidos e Irã, além da expectativa em torno da reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+), que deve definir os próximos níveis de produção da commodity.

Fonte: Agência Brasil

Foto reprodução.

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