Historicamente, precisar viajar para outra cidade em busca de atendimento ortopédico para um filho era uma realidade frequente para muitas famílias de Anápolis. No entanto, este cenário está mudando. Entre janeiro e julho de 2026, o Hospital Municipal Alfredo Abraão (HMAA) alcançou uma impressionante taxa de 99,69% de resolutividade na ortopedia e traumatologia pediátrica. Do total de 2.606 crianças atendidas nesse período, apenas oito precisaram ser encaminhadas para outro município.
O prefeito Márcio Corrêa destaca que esse resultado é um sinal de que Anápolis voltou a oferecer uma saúde pública mais eficaz, garantindo que as famílias encontrem na própria cidade o atendimento especializado que necessitam.
“Chega de ver pais e mães saindo de Anápolis em busca de um atendimento que deveria estar disponível aqui. Esse resultado mostra que estamos reconstruindo a capacidade da saúde pública de resolver os problemas da nossa população com qualidade, rapidez e dignidade”, afirma.
Capacidade de atendimento do HMAA
Os números obtidos refletem a capacidade do hospital em atender desde os casos mais simples até aqueles que requerem intervenção cirúrgica. No mesmo período, 106 crianças passaram por cirurgias ortopédicas no HMAA. Além disso, o Pronto-Socorro de Ortopedia e Traumatologia realizou 15.032 atendimentos, consolidando a unidade como referência em urgência e emergência ortopédica.
Experiência de um atendimento rápido
A assistente operacional Amanda Favaron, de 28 anos, vivenciou de perto a agilidade do atendimento ortopédico em Anápolis. Residente em Portugal, ela estava de férias no município goiano e chegou ao hospital preocupada devido a uma fratura no cotovelo de sua filha, Joana Braga, de cinco anos. Amanda temia que fosse necessário levar a criança para outro município, mas a situação se desenrolou de forma positiva.
“Assim que chegamos, minha filha passou pelo raio-X e o médico já identificou que seria necessária a cirurgia. Em pouco tempo, conversaram comigo, explicaram todo o procedimento e disseram que ela seria operada assim que cumprisse o tempo de jejum. Fiquei muito tranquila porque todos foram extremamente atenciosos. Os médicos, os enfermeiros e toda a equipe tiveram muito carinho conosco. Só tenho a agradecer por tudo o que fizeram pela minha filha”, relatou Amanda.


