Contraindicações da amamentação: o que você precisa saber

newborn baby is being fed from small bottle at the hospital

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Estamos no Agosto Dourado, um mês que enfatiza a importância da amamentação, que é simbolizada pela cor dourada, representando a qualidade superior do leite materno. A Semana Mundial de Aleitamento Materno ocorre de 1º a 7 de agosto, em mais de 120 países, com o objetivo de promover ações relacionadas ao tema. O leite humano é rico em nutrientes essenciais que garantem o crescimento e desenvolvimento do bebê, além de oferecer proteção contra infecções respiratórias, diarreias e ainda ajudar a reduzir o risco de doenças como hipertensão, diabetes e obesidade ao longo da vida.

No entanto, algumas situações podem impedir que a mãe amamente seu bebê, seja de maneira temporária ou definitiva. A pediatra Laura Netto, que atua no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, explica que hoje em dia há poucas contraindicações formais para a amamentação. “As principais que geram um impedimento permanente incluem infecções pelo HIV, HTLV-1 e HTLV-2, que são vírus da mesma família do HIV, mas causam enfermidades diferentes”.

Contraindicações temporárias

Outras circunstâncias podem levar a contraindicações temporárias para amamentar. “Situações específicas, como tuberculose ativa sem tratamento até que a mãe não transmita mais a doença, e lesões herpéticas na mama, quando afetam a área que o bebê mama são alguns exemplos. Além disso, certos tratamentos, como quimioterapia ou uso de medicamentos incompatíveis com a amamentação, podem exigir a suspensão temporária ou definitiva da amamentação”, destaca a especialista.

Identificação das condições

Laura Netto ressalta que essas condições geralmente são identificadas ainda durante o pré-natal. “Exames laboratoriais, avaliação clínica e o acompanhamento obstétrico permitem diagnosticar a maioria das doenças antes mesmo do nascimento”, afirma a pediatra. “Após o parto, se surgirem sintomas ou suspeitas clínicas, a mãe deve procurar atendimento médico para uma avaliação individual”, completa.

De acordo com a especialista, os tratamentos variam conforme a causa e cada um terá uma abordagem específica. “Por isso, o acompanhamento médico é essencial, primeiramente com o obstetra e posteriormente com o pediatra”, ressalta ela, lembrando que em muitos casos a mãe poderá retomar a amamentação, mas isso requer uma avaliação prévia.

Dependendo da causa, se o problema não for identificado a tempo, pode haver risco de transmissão para o filho. “Algumas infecções podem ser transmitidas ao bebê, resultando em condições graves, especialmente nos recém-nascidos. Outras podem comprometer o crescimento, provocar infecções ou aumentar o risco de complicações. Portanto, na suspeita clínica, o acompanhamento médico é indispensável”, enfatiza Laura Netto.