Com o tema “Contextos diferentes, aspirações comuns” para 2026, em agosto celebramos o Dia Internacional da Juventude. A data, instituída pela Organização das Nações Unidas, tem como propósito principal destacar o papel fundamental dos jovens nas sociedades e chamar a atenção do mundo para as questões juvenis, sendo uma delas o acesso a oportunidades de trabalho. No Brasil, apesar da queda na taxa geral de desemprego, os jovens continuam a ser a parte da população que mais sofre com a falta de oportunidades no mercado de trabalho.
De acordo com dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos é de 13,8%, mais que o dobro da média nacional, que é de 5,8%. Entre a população de 14 a 24 anos, quase 20% não estudam nem trabalham. Por isso, iniciativas como o Programa Jovem Aprendiz são de fundamental importância para a inserção da juventude no mercado de trabalho, sem comprometer seus estudos.
Em 2025, o programa atingiu seu maior patamar em números de contratações desde sua criação, há 25 anos. Assim, 715 mil efetivações formais de jovens trabalhadores na faixa de 14 a 24 anos. Goiás desempenha um papel preponderante nessa inserção, ocupando a quinta posição nacional entre os estados que mais contrataram nessa faixa etária, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O papel do Programa Jovem Aprendiz
O Programa Jovem Aprendiz é, hoje, a principal ferramenta social para promoção da empregabilidade juvenil, que ainda é a faixa etária mais atingida pelo desemprego no Brasil: 11,4% para quem tem de 18 a 24 anos e 19,9% para quem tem entre 14 e 17 anos.
Esses números estão bem acima da média nacional geral, que é de 5,1%. Os dados são do IBGE e referem-se ao ano de 2025. De acordo com informações da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Seds), atualmente são cerca de 8.500 jovens ativos no programa de socioaprendizagem.
Uma dessas jovens é Geovana Moreira Martins, 19 anos, que há quase um ano assumiu sua primeira oportunidade de trabalho na FGR Incorporações, empresa goiana líder no Centro-Oeste na construção de condomínios de casas.
Cursando a faculdade de Psicologia pela manhã e trabalhando na FGR à tarde, Geovana atua no administrativo das obras do Jardins Lyon. Assim realizando atividades como verificação de documentação, agendamento de exames admissionais e demissionais, além da redação de ofícios para bancos e outras rotinas administrativas. “Agora estou trabalhando na sede da FGR, onde estou envolvida com a troca de cartões de ponto e organizando documentações relacionadas às rescisões de trabalho”, explica a jovem.
Experiências transformadoras no ambiente de trabalho
Ao recordar seu primeiro contato com o trabalho de forma profissional, Geovana lembra do nervosismo do primeiro dia, que logo passou com o acolhimento proporcionado pela empresa. “Eu não tinha nenhuma experiência de trabalho, então para gente que é jovem é bem mais difícil. Nesse sentido, acho que é um programa que acolhe os jovens”, destaca.
Passado quase um ano na empresa, ela afirma ter aprendido muitas coisas que serão importantes para sua vida e carreira profissional. “Aprendi a me relacionar melhor com as pessoas e como me portar no ambiente de trabalho. Em uma empresa do tamanho da FGR, você convive com pessoas de várias formações, idades e vivências”, relata Geovana.
De aprendiz a acionista
O programa Jovem Aprendiz foi a porta de entrada para a contadora Denise Rodrigues, que em 2011, aos 16 anos, começou sua carreira na FGR. “Comecei como arquivista, trabalhando em um departamento responsável por todos os documentos da empresa”, lembra.
Esse foi apenas o início de uma jornada que levou a uma posição que ela nunca imaginou alcançar. Hoje, Denise é a coordenadora contábil da FGR e foi recentemente convidada a se tornar acionista da empresa. “Confesso que me sinto emocionada ao falar dessa trajetória e ver onde consegui chegar, e o quanto ainda posso crescer”, diz.
Denise fala com orgulho sobre seus 15 anos na empresa que lhe deu a primeira oportunidade. Ela recorda que, como jovem aprendiz, chegou cheia de nervosismo e insegurança, mas esses sentimentos se dissiparam à medida que percebeu o acolhimento da empresa. “O ambiente aqui sempre foi de muita educação, cordialidade e respeito por todos. Independentemente da função ou hierarquia, e isso me deixou mais confortável e confiante”, relata.
A importância da formação e acolhimento
De acordo com Rafael Carlos Gonçalves, especialista em gestão de pessoas e coordenador da área de Recursos Humanos da FGR Incorporações, o Programa Jovem Aprendiz desempenha um papel muito importante na formação e na inserção dos jovens no mercado de trabalho. Conforme ele, a iniciativa representa, muitas vezes, o primeiro contato dos jovens com o ambiente corporativo e as responsabilidades profissionais, além de oferecer oportunidades reais de desenvolvimento.
“Mais do que cumprir uma função social, o programa contribui para a construção de experiência, disciplina, aprendizado técnico e desenvolvimento comportamental, preparando esses jovens para os desafios da carreira e ampliando suas perspectivas profissionais”, pontua o coordenador de recursos humanos da FGR.
Rafael afirma que a FGR enxerga os jovens aprendizes como talentos em desenvolvimento. “Dentro da nossa política de RH, buscamos proporcionar um ambiente de aprendizado, acolhimento e desenvolvimento, onde eles possam se sentir parte da empresa e seguros para desenvolver suas habilidades e construir sua trajetória profissional”, conclui Rafael.





