O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) realiza nesta segunda-feira (17) um encontro com mais de 100 diplomatas para apresentar o funcionamento do sistema eletrônico de votação brasileiro, além de seus mecanismos de segurança e transparência.
A Sessão Informativa para Embaixadas será conduzida pelo ministro Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, que irá detalhar o passo a passo da votação por meio da urna eletrônica. Em ocasiões anteriores, o magistrado destacou a urna eletrônica como um “patrimônio do povo brasileiro”.
Todos os chefes de embaixadas instaladas em Brasília foram convidados para a reunião, que será fechada e está marcada para as 14h.
“O objetivo é ambientar os representantes estrangeiros quanto às tecnologias e à arquitetura de segurança do processo de votação nacional”, informou o TSE.
Estratégias contra desinformação
Além disso, Nunes Marques deverá detalhar os planos de contingência para enfrentar o uso de deepfakes – mídias geradas por inteligência artificial que podem substituir rostos ou clonar vozes em vídeos e áudios com alta fidelidade – e o disparo em massa de desinformação estrutural nas campanhas eleitorais, conforme a Justiça Eleitoral.
Mais de 100 diplomatas confirmaram presença. As reuniões com representantes dos corpos diplomáticos com sede em Brasília têm sido realizadas desde junho, como uma estratégia para demonstrar a idoneidade do processo eleitoral brasileiro.
Desde o início deste mês, por exemplo, ocorreram encontros com representantes da Organização das Nações Unidas (ONU), da União Europeia (UE), dos Estados Unidos e de Cuba.
Observação Internacional nas eleições de 2026
Outro assunto a ser abordado com os embaixadores são as missões de Observação Internacional, as quais são equipes estrangeiras que deverão acompanhar a eleição de outubro no Brasil, com o objetivo de produzir relatórios independentes sobre a integridade do processo eleitoral.
Para 2026, cinco instituições internacionais já confirmaram o envio de observadores: a Organização dos Estados Americanos (OEA), a União Europeia, o Parlamento do Mercosul (Parlasul), a União Interamericana de Organismos Eleitorais (Uniore), a Liga dos Estados Árabes e a Rede dos Órgãos Jurisdicionais de Administração Eleitoral da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (Rojae-CPLP).
Na eleição presidencial anterior, em 2022, 13 missões internacionais acompanharam o sufrágio no Brasil.




