Goiás tem 5.081.043 eleitores aptos a votar nas eleições de 2026, em outubro. Este número representa uma redução de 46.566 pessoas em comparação com as eleições municipais de 2024, quando o estado contabilizava 5.127.609 eleitores, o que equivale a uma queda de 0,91%.
Mas apesar da diminuição no total de votantes, os dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deste ano revelam avanços na qualidade do cadastro eleitoral, especialmente com a ampliação da identificação biométrica e o crescimento da representatividade de grupos historicamente sub-representados.
Crescimento da biometria
O principal avanço registrado entre 2024 e 2026 foi o aumento da cobertura biométrica do eleitorado. Atualmente, 4.763.430 goianos possuem biometria cadastrada, correspondendo a 93,75% dos eleitores, um índice superior aos 92,57% registrados no último pleito municipal.
Simultaneamente, o número de pessoas sem biometria caiu de 380.378 para 317.613, uma redução de 62.765 registros. O crescimento da identificação biométrica fortalece os mecanismos de segurança das eleições, reduz riscos de fraudes e amplia a confiabilidade do processo de votação.
Do total do eleitorado goiano, 4.475.116 pessoas estão sujeitas ao voto obrigatório, enquanto 605.927 integram grupos para os quais o voto é facultativo, como jovens de 16 e 17 anos, pessoas com mais de 70 anos e analfabetos.
Perfil do eleitorado goiano
As mulheres continuam sendo a maioria entre os eleitores goianos. Em 2026, elas representam 53% do eleitorado estadual, com 2.691.700 eleitoras, uma leve ampliação em relação à participação registrada em 2024, quando correspondiam a 52% do cadastro.
O perfil predominante também revela um eleitor majoritariamente solteiro. Pessoas nessa condição civil representam 56% do eleitorado, seguidas pelos casados (35%) e divorciados (6%).
Na distribuição por idade, a faixa de 40 a 44 anos permanece como a mais numerosa, reunindo 519.066 eleitores. Apesar de continuar liderando o cadastro eleitoral, esse grupo apresentou uma redução de 3,48% em comparação a 2024.
Em termos de escolaridade, o ensino médio completo é o nível de instrução mais predominante, abrangendo 29,41% do eleitorado. Na sequência, aparecem os eleitores com ensino fundamental incompleto (20,65%) e ensino médio incompleto (17,82%), mantendo assim praticamente a mesma configuração observada nas eleições anteriores.
Em relação à autodeclaração de raça e cor, a maioria dos eleitores goianos se identifica como parda (56,16%), seguida pelos brancos (29,95%), pretos (9,71%), amarelos (1,06%) e indígenas (0,12%).
Menos jovens no eleitorado
Entre os indicadores que apontam a retração está a participação dos eleitores mais jovens. Os adolescentes de 16 e 17 anos somam 61.116 aptos a votar em 2026, uma redução de 9,31% em comparação aos 67.387 registrados em 2024.
A queda foi observada tanto entre os eleitores de 17 anos, que passaram de 41.343 para 38.807, quanto entre os de 16 anos, cujo contingente caiu de 26.044 para 22.309, representando a maior redução proporcional da faixa etária.
Por outro lado, o cadastro eleitoral tornou-se mais representativo. O número de eleitores que se declararam integrantes de comunidades quilombolas cresceu de 3.625 para 5.398 pessoas, um aumento de aproximadamente 48,9%.
Além disso, houve uma expansão significativa entre os eleitores que declararam identidade de gênero trans. O total passou de 1.769 para 3.029 registros, um crescimento de cerca de 71,2% em dois anos.
Os dados indicam que, embora Goiás tenha registrado uma leve redução no número de eleitores aptos a votar, o cadastro eleitoral evoluiu em aspectos considerados estratégicos pela Justiça Eleitoral, como a ampliação da biometria, o fortalecimento da identificação dos eleitores e o aumento da representatividade de diferentes segmentos da população.
No cenário nacional, Goiás representa 3,2% do universo de 158,7 milhões de brasileiros aptos a participar das eleições de 2026. Assim como ocorre no estado, as mulheres seguem sendo a maioria do eleitorado brasileiro, enquanto o cadastro nacional também registra crescimento da diversidade e ampliação da participação de grupos historicamente sub-representados.




