Representantes das polícias Militar e Civil de Goiás, de diversas regiões do Estado, participaram de uma reunião nesta quinta-feira (20/8), no Hub Goiás. O objetivo foi discutir o uso da inteligência artificial no combate à violência contra a mulher. O encontro visa abrir uma nova frente de trabalho, utilizando a tecnologia para agir preventivamente contra a violência doméstica, um problema de nível nacional que exige atenção urgente. A meta agora é definir como a inteligência artificial pode garantir um escudo mais eficaz às vítimas, atuando desde a recepção da denúncia até a fiscalização das medidas protetivas.
Promovido pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás (SSP-GO), com apoio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e da equipe técnica da startup Pax, o evento reuniu lideranças estratégicas, como o superintendente de Ações e Operações Integradas da SSP-GO, coronel Geyson Alves Borba, e o gerente de Análises Criminais da Polícia Civil de Goiás, Gustavo José Borges de Araújo.
A importância da inteligência artificial
A inteligência artificial é considerada uma força decisiva no combate à violência contra a mulher em Goiás. Sua efetividade ficou evidente em abril deste ano, com a rápida prisão do autor de um feminicídio no Jardim Petrópolis, em Aparecida de Goiânia. O rastreamento em tempo real do veículo do suspeito, viabilizado pela plataforma, foi crucial para solucionar o crime. Após assassinar a companheira, o homem de 26 anos foi interceptado em menos de 24 horas, em uma ação conjunta das equipes da Polícia Militar.
Uso de dados integrados na investigação
Na fase investigativa, o uso de dados integrados antecipa tragédias e solução para casos complexos. A titular da Delegacia Estadual de Atendimento à Mulher (Deaem), Ana Elisa Gomes Martins, explica: “O objetivo não é apenas reprimir, mas prever ocorrências que poderiam ser mais graves. Quando o sistema cruza dados de crimes praticados com o mesmo modus operandi, ele nos devolve informações relevantes que aceleram a identificação de autores, inclusive em crimes sexuais onde a autoria é desconhecida. A solução está nessa união de forças com o auxílio da tecnologia”, destaca a delegada.
Reforço vital no atendimento
Na ponta do atendimento, a ferramenta é vista como um reforço vital. A cabo Lilianne Horovits, integrante do 4º Batalhão Maria da Penha de Águas Lindas de Goiás, ressalta o impacto diário do uso da tecnologia. “O desenvolvimento tecnológico é um grande parceiro. Ter essa inovação nos auxiliando a prestar um serviço de segurança e prevenção essencial, pois precisamos de todos os recursos possíveis ao nosso lado”, pontua.
Com as demandas mapeadas, o próximo passo são visitas às unidades policiais para transformar as necessidades em ferramentas de uso diário. Para o superintendente de Ações e Operações Integradas da SSP-GO, Geyson Alves Borba, a urgência exige ação. “A tecnologia já é uma realidade e deve ser empregada de forma estratégica. Nosso foco é garantir que os alinhamentos de hoje se tornem uma prática efetiva e integrada em todas as nossas forças policiais”, diz.
Essa visão é compartilhada pela inteligência da Polícia Civil. “Com a inteligência artificial do nosso lado, o aparato de segurança de Goiás se prepara para agir preventivamente no combate ao crime contra a mulher”, ressalta o gerente de Análises Criminais, Gustavo Araújo.






