Sucena Contadora propõe ampliar oportunidades para mulheres em Goiás

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Goiás registrou a abertura de 106.981 empresas somente no primeiro semestre de 2026, e o avanço do empreendedorismo no estado coloca em evidência um desafio que vai além da criação de novos CNPJs: transformar esse dinamismo econômico em mais trabalho, renda e oportunidades, especialmente para as mulheres. É nessa direção que a contadora e candidata a deputada estadual Sucena (UB) defende uma agenda que una apoio aos pequenos empreendedores a políticas públicas voltadas à autonomia financeira feminina.

Os dados divulgados pela Junta Comercial do Estado de Goiás (Juceg) mostram que, entre janeiro e junho, foram constituídos 82.018 Microempreendedores Individuais (MEIs) e 24.963 negócios de outras naturezas jurídicas. O capital social declarado na abertura dessas empresas ultrapassou R$ 10,35 bilhões. Goiás já soma mais de 1,3 milhão de empresas ativas.

A participação feminina no empreendedorismo

A participação feminina também ajuda a dimensionar esse cenário. Levantamento da Juceg referente aos dois primeiros meses de 2026 apontou que 37,5% das empresas formalizadas no período tinham participação de mulheres, com 15.161 negócios nessa condição. Conforme reforçado pela candidata, os números mostram que há disposição para empreender e produzir, mas é preciso criar condições para que os negócios sobrevivam, cresçam e ampliem a geração de renda.

“Abrir uma empresa é só o começo. Quem empreende precisa conseguir manter a porta aberta, ter acesso a crédito, enfrentar menos burocracia e encontrar condições para crescer. E, quando falamos das mulheres, muitas vezes existe um desafio a mais: conciliar trabalho, filhos, estudo e cuidado com a família. A política pública precisa enxergar essa realidade”, afirma Sucena.

Propostas para fortalecer o empreendedorismo feminino

Contadora e empresária, ela coloca entre suas propostas a simplificação de procedimentos estaduais para pequenos negócios, maior clareza nas obrigações exigidas dos empreendedores, ampliação da participação de micro e pequenas empresas nas compras públicas e apoio ao acesso a crédito, capacitação e formalização.

A candidata também pretende conectar a agenda econômica a políticas específicas para ampliar a presença feminina no mercado de trabalho. Entre as propostas estão parcerias para ampliar vagas e horários de atendimento em creches, programas de qualificação e reinserção profissional e atenção especial às mulheres que precisam reconstruir a vida profissional e financeira após situações de violência.

“Autonomia financeira também é proteção. Uma mulher que consegue trabalhar, estudar, empreender e ter a própria renda amplia sua capacidade de fazer escolhas sobre a própria vida. Por isso, geração de emprego e renda também precisa ser tratada como uma política para as mulheres”, acrescenta.

Cuidado na equação do emprego

Outro ponto defendido por Sucena é a criação e o fortalecimento de uma rede de atenção à pessoa idosa durante o dia, que ofereça acolhimento a quem necessita de assistência e, ao mesmo tempo, suporte aos familiares responsáveis pelo cuidado. Segundo ela, discutir geração de emprego sem considerar a estrutura familiar deixa uma parcela das mulheres para trás.

“Muitas mulheres deixam um emprego ou recusam uma oportunidade porque não têm com quem deixar um filho ou porque são responsáveis pelo cuidado de um pai, de uma mãe ou de outro familiar idoso. Cuidar de quem precisa e dar condições para que quem cuida possa continuar trabalhando são políticas que precisam caminhar juntas”, diz.

Para a candidata, o crescimento empresarial registrado em Goiás abre espaço para uma agenda estadual que aproxime desenvolvimento econômico e política social. “Goiás tem gente querendo produzir, empreender e trabalhar. O próximo passo é criar condições para que esse movimento resulte em negócios mais fortes, renda circulando e mais pessoas tendo oportunidade de construir a própria autonomia”, conclui Sucena.