Eduardo Sartorato
A cerca de três semanas do primeiro turno das eleições, o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) e o senador Wilder Morais (PL) tentam se estabelecer em segundo lugar na disputa, com o objetivo principal de carimbar o passaporte para o segundo turno das eleições para o governo do Estado. Há uma semana, o instituto AtlasIntel anunciou que Wilder havia ultrapassado Marconi e se estabelecido na segunda colocação com 20,1% das intenções de voto. O ex-governador teria 16,1%, segundo a pesquisa.
Nesta sexta-feira (11/9), a Paraná Pesquisas divulgou seus números para a corrida em Goiás. De acordo com ela, Marconi está em segundo, com 23,2%, e Wilder em terceiro, com 15%. Mais interessante do que saber qual dos números representa a realidade é ter a certeza de que, hoje, há duas questões abertas – quem enfrentaria o governador Daniel Vilela (MDB) no segundo turno das eleições; e, outra, se realmente vai ter segundo turno. Isso porque, enquanto Perillo e Morais brigam pelo segundo posto, o objetivo de Daniel é outro, o de vencer a corrida ainda na primeira etapa.
Daniel lidera absoluto e trabalha para vencer no 1º turno
Nas duas pesquisas, Daniel lidera em absoluto. Segundo os números da AtlasIntel, Daniel Vilela tem 43,5%. Já na Paraná Pesquisas, o governador aparece com 45,1%. Em ambas, a distância para o segundo colocado é de mais de 20 pontos. Na AtlasIntel, uma possível vitória do emedebista no primeiro turno já aparece como possibilidade, estando ela na margem de erro. Os números da Paraná, por sua vez, indicam que, hoje, há chances de segundo turno.
De qualquer modo, Daniel Vilela tem pontos que mostram que sua vitória ainda na primeira etapa é completamente possível e palpável. O governador tem uma base política coesa e unida, conta com uma boa avaliação de governo e baixa rejeição. Dos três, é o que tem tido maior volume de campanha, o que ajuda o crescimento na reta final. Isso porque, muitas vezes, o candidato que está na frente consegue angariar o chamado “voto útil” de última hora, daqueles eleitores que tendem a votar naquele que eles acham que vai vencer.
Para Wilder, a esperança ainda é a de receber, nos últimos dias da campanha, uma avalanche de votos do eleitor bolsonarista. Essa onda foi o fator que lhe rendeu a eleição para o Senado há quatro anos, ultrapassando, coincidentemente, o ex-governador Marconi Perillo. Para o tucano, o caminho é mais difícil. Com grande rejeição, precisa impedir o crescimento de Daniel e Wilder para, primeiro, se sustentar na segunda posição e, segundo, conseguir impedir que Daniel ultrapasse os 50% dos votos válidos e liquide a fatura na primeira etapa. É o seu objetivo maior na reta final da campanha eleitoral.


