Enfermeira goiana morre com mesma doença rara diagnosticada em Lito Sousa

Érika Fernandes Viana, de 51 anos, recebeu diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob e teve rápida evolução dos sintomas

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A enfermeira goiana Érika Fernandes Viana, de 51 anos, morreu na sexta-feira (11/9), cerca de seis meses após receber o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma enfermidade neurológica rara e degenerativa. A doença também foi diagnosticada recentemente no influenciador e piloto Lito Sousa, de 59 anos.

Érika trabalhava como enfermeira em Senador Canedo e também atuava como técnica de enfermagem na UPA Novo Mundo, em Goiânia. Segundo relatos de uma amiga, os primeiros sintomas surgiram em dezembro de 2025, com episódios de tontura. Inicialmente, houve suspeita de labirintite.

O quadro, porém, evoluiu rapidamente. Érika passou a apresentar dificuldades para movimentar as pernas, precisou utilizar um andador e, posteriormente, também perdeu os movimentos dos braços. Após cerca de um mês internada e submetida a exames, recebeu o diagnóstico da doença de Creutzfeldt-Jakob.

A DCJ faz parte do grupo das doenças causadas por príons, proteínas que assumem uma forma anormal e provocam danos progressivos às células do cérebro. A enfermidade é rara e pode provocar alterações cognitivas, problemas de memória e comunicação, dificuldades motoras e alterações visuais.

A evolução da doença costuma ser rápida. Atualmente, não existe tratamento capaz de curá-la ou comprovadamente interromper sua progressão. Os cuidados são direcionados ao controle dos sintomas e à qualidade de vida do paciente.

Caso de Lito Sousa

Lito Sousa tornou público em agosto o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob. O caso ganhou repercussão pela rápida progressão dos sintomas e pela busca da família por uma alternativa de tratamento experimental.

A terapia em desenvolvimento utiliza uma tecnologia baseada em siRNA, com o objetivo de reduzir a produção da proteína relacionada à doença. O tratamento ainda está em fase experimental e não representa uma cura comprovada para a DCJ.

Apesar de Érika e Lito terem recebido o diagnóstico da mesma doença, não há indicação de que os dois casos tenham relação entre si.

Após a morte de Érika, o Conselho Regional de Enfermagem de Goiás (Coren-GO) publicou uma nota de pesar pela profissional.