A Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) já realizou mais de 150 mil podas preventivas de árvores em 2026. As ações ocorrem em canteiros centrais de avenidas, praças e rotatórias. Os trabalhos em calçadas acontecem mediante autorização e laudo técnico da Agência Municipal do Meio Ambiente (Amma). O serviço tem o objetivo de equilibrar o peso da copa, evitando que a árvore caia por desequilíbrio. Isso mantém a planta saudável, prevenindo a proliferação de pragas.
Poda e segurança no transporte
Nos canteiros centrais com jamelões (ou jambolões, como também são conhecidos), a poda reduz em até 30% o volume da copa e obedece ao Plano Diretor de Arborização Urbana (PDAU) do município. Essa medida diminui a quantidade de frutos que caem sobre a pista. Quando esmagados pela passagem de veículos, a polpa deixa o asfalto escorregadio. Isso aumenta o risco de acidentes, especialmente no período chuvoso, em que motociclistas são frequentemente as principais vítimas.
Processo de manutenção e cronograma
O trabalho inclui ainda o levantamento de copas e a remoção de galhos secos ou mortos. A programação segue um cronograma estabelecido a partir do inventário arbóreo da cidade, desenvolvido com tecnologia própria da Comurg, focando em manejo arbóreo com controle de periodicidade. “Hoje sabemos quando uma árvore teve poda, qual o motivo da poda, se para manutenção preventiva ou para atender a alguma questão específica e quando será a data de retorno até aquele exemplar”, explica o engenheiro agrônomo e gerente da Comurg, Vinícius Ribeiro.
Últimas ações
A Comurg concluiu na primeira quinzena de setembro a poda de manutenção e o rebaixamento de copa em jamelões no canteiro central da Avenida Alexandre de Moraes, no Parque Amazônia. Oito árvores tiveram supressão, substituídas por espécies adequadas, conforme autorização da Amma. Após a poda, equipes da Comurg recolhem folhas, galhos e demais resíduos para manter a via limpa e evitar a obstrução das bocas de lobo durante as chuvas.
“Já caí por conta de jamelão. Foi um dia que tinha acabado de começar a chover. Logo depois que escorreguei, outros três motociclistas também caíram no mesmo ponto. Não cheguei a me machucar, mas já vi casos mais graves. Eu já ajudei a socorrer pessoas. Esse tipo de poda, que diminui os galhos, preserva a planta e evita que os frutos caiam”, relata o entregador Hugo Vieira, de 40 anos, que deve passar pela avenida todos os dias.
Resultados positivos
Neste ano, outros 350 jamelões tiveram poda na Avenida Aristóteles, do Jardim Mariliza. Outros 400 exemplares foram atendidos ao longo da Avenida Anápolis, que corta os setores Parque das Amendoeiras, Vila Pedroso, Abapuru e Residencial Dom Fernando. Na Avenida Antônio Fidelis, também do Parque Amazônia, cerca de 170 árvores passaram por poda.
A empresária Gabriela Ribeiro, que comprou uma escola na Avenida Antônio Fidelis, relata que acidentes e a sujeira das folhas eram constantes antes das podas preventivas. “Além de evitar quedas de motociclistas, diminuiu muito a quantidade de folhas que ficavam na porta da minha escola. Acredito que a alternativa de substituição das árvores seja a melhor opção. A gente precisa de sombra e mecanismos para melhorar a sensação térmica”, conta.
Destinação dos resíduos
Galhos mais grossos e troncos de árvores que caem ou são substituídos por novas espécies são levados para a serraria da Comurg, onde são transformados em pranchas. Essas pranchas passam por um processo de marcenaria, resultando em bancos, pergolados, cadeiras e mobiliários para praças públicas ou prédios da administração municipal. Os galhos menores são triturados e passam por um processo de compostagem, retornando como adubo às praças públicas e canteiros centrais.





