Goiás Todo Rosa intensifica ações de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama

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O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), amplia as ações de prevenção, rastreamento e cuidado integral durante a campanha Outubro Rosa. Através do Programa Goiás Todo Rosa, a mobilização reúne municípios, profissionais de saúde e a sociedade para fortalecer a atenção à saúde da mulher em todo o estado. Dados da Produção Ambulatorial do Sistema Único de Saúde (SUS) mostram que, em 2025, Goiás realizou 100.379 procedimentos registrados nas categorias mamografia e mamografia bilateral para rastreamento.

Entre janeiro e julho de 2026, foram contabilizados 55.173 exames. As mamografias permitem identificar possíveis alterações nas mamas e garantir o encaminhamento das pacientes para investigação diagnóstica e tratamento, quando necessário. O atendimento também deve assegurar a continuidade em todas as etapas, desde o rastreamento até o acompanhamento especializado. No estado, a taxa de mortalidade por câncer de mama entre mulheres aumentou de 14,6 óbitos por 100 mil mulheres, em 2024, para 16,6 em 2025.

A resposta ao crescimento dessas taxas envolve rastreamento, diagnóstico precoce, encaminhamento adequado, início oportuno do tratamento e acompanhamento das pacientes. A subsecretária de Políticas e Ações em Saúde, Amanda Melo, destaca que o cuidado deve se estender além da campanha. “O programa traduz compromisso permanente com a saúde da mulher. Informação, rastreamento e continuidade do cuidado aumentam as chances de identificar a doença precocemente e iniciar o tratamento adequado”, afirma.

Testes genéticos ampliam cuidado

O Goiás Todo Rosa também atua na identificação de mulheres com maior risco de desenvolver câncer de mama e de ovário. O programa oferece, pelo SUS, testes capazes de detectar alterações nos genes BRCA1 e BRCA2, que estão associados ao aumento do risco da incidência dessas doenças. A iniciativa resulta de uma parceria entre a SES e a Universidade Federal de Goiás (UFG). A Atenção Primária à Saúde funciona, assim, como porta de entrada para o programa.

Após a avaliação, as mulheres com indicação são encaminhadas pela regulação estadual para coleta de sangue ou saliva. O material é, portanto, enviado para análise no Centro de Genética Humana da UFG. Até setembro de 2026, a SES-GO contabilizou 1.153 exames genéticos. Desse total, 195 identificaram alterações associadas aos cânceres de mama e de ovário, e as pacientes já recebem acompanhamento especializado pelo SUS.

Resultado orienta cuidado preventivo

Mulheres com indicação clínica podem ter acesso gratuito a procedimentos cirúrgicos na rede pública, conforme avaliação médica e protocolos estabelecidos. Um exemplo é Eva Pissoloto, de 36 anos, moradora de Goiânia. Durante o tratamento de câncer de mama, Eva descobriu, assim, a possibilidade de ter uma alteração genética relacionada à doença.

Após receber o resultado do exame e discutir com a equipe médica, ela optou pela retirada preventiva dos ovários e das trompas. Eva, que possui histórico de câncer na família, relata que está em tratamento com quimioterapia. “Quando surgiu a possibilidade de fazer o exame, o resultado foi positivo para a alteração genética. Por precaução, optei, assim, pela cirurgia”, afirmou.