A Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), orienta a população a procurar as unidades de Atenção Primária para atendimento de casos de menor gravidade. A rede municipal conta atualmente com 74 unidades, entre Unidades de Saúde da Família (USFs) e Centros de Saúde (CSs), distribuídas pelos sete distritos sanitários da capital.
As unidades são a porta de entrada preferencial do Sistema Único de Saúde (SUS) e estão preparadas para atender, inclusive por demanda espontânea, os pacientes com quadros classificados como de menor gravidade. A orientação é que sintomas como febre, dor de cabeça, dores no corpo, tosse, coriza, dor de garganta, náuseas, vômitos e diarreia, além de sinais relacionados a síndromes gripais e casos suspeitos de dengue sem sinais de alarme, tenham avaliação inicial na Atenção Primária.
Classificação de risco
De acordo com o secretário municipal de Saúde, Luiz Pellizzer, a ampla distribuição das unidades permite que a população encontre assistência mais próxima de casa. Isso evita a procura desnecessária pelas unidades de urgência e emergência. “Essas unidades têm capacidade para acolher e avaliar uma parcela importante das demandas de saúde da população. Quem apresenta um quadro de menor gravidade não precisa necessariamente procurar uma UPA. A unidade de Atenção Primária pode realizar esse primeiro atendimento, avaliar o paciente e definir a conduta necessária”, explica Pellizzer.
A organização dos atendimentos na rede considera a gravidade e as necessidades clínicas apresentadas por cada paciente. Conforme os critérios da Classificação de Risco do Protocolo de Manchester, situações classificadas nas cores azul e verde, que indicam quadros de menor gravidade, têm assistência na Atenção Primária.
A procura adequada da rede também contribui para reduzir a sobrecarga das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e demais serviços de urgência e emergência. Isso permite que essas estruturas concentrem equipes e recursos nos pacientes que apresentam condições mais graves e necessitam de assistência imediata.
“Quando a utilização de cada serviço ocorre de acordo com a necessidade do paciente, conseguimos organizar melhor a rede. As UPAs precisam estar prioritariamente disponíveis para quem apresenta situações de urgência e emergência. Enquanto isso, a Atenção Primária tem estrutura para resolver grande parte das demandas de menor complexidade,” destaca o secretário.
Quando procurar uma UPA
As unidades de urgência e emergência devem ser procuradas diante de situações que indiquem maior gravidade ou necessidade de atendimento imediato. Isso ocorre quando o paciente tem dificuldade intensa para respirar, dor forte no peito, perda de consciência, convulsões, sangramentos importantes, acidentes com trauma grave e outros sinais de alerta.
Nos casos de dengue, a população também deve ficar atenta a sinais de alarme. Por exemplo, dor abdominal intensa e contínua, vômitos persistentes, sangramentos, tontura ou sensação de desmaio e piora importante do estado geral. Nessas situações, a recomendação é procurar imediatamente um serviço de urgência.
Além dos atendimentos por demanda espontânea, a Atenção Primária desenvolve ações de acompanhamento contínuo da população, como vacinação, pré-natal, acompanhamento de pessoas com doenças crônicas, saúde da criança e do idoso, saúde bucal, prevenção de doenças e promoção da saúde.

