O prefeito de Aparecida de Goiânia, Leandro Vilela, participou nesta quarta-feira (14) do lançamento da segunda etapa de ocupação do Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira (Dianot), em parceria com o Governo do Estado de Goiás, por meio da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás (Codego).
O novo edital, que já está disponível, adota o modelo de credenciamento permanente. Ele oferece um prazo de 12 meses para que empresas interessadas realizem o cadastro e apresentem a documentação necessária para disputar as áreas no empreendimento. A iniciativa visa ampliar a participação de empresas, dar mais tempo para a organização dos documentos e garantir um processo técnico e transparente.
O ato contou com a presença do presidente da Codego, Luiz Antônio Rosa e do vice-presidente da companhia, Judison Lourenço. Além disso, participaram outros diretores e assessores do Governo de Goiás.
Durante o evento, realizado na sede da Codego em Goiânia, o prefeito Vilela ressaltou a importância do distrito para o desenvolvimento econômico de Aparecida e agradeceu ao Governo de Goiás pela implantação da estrutura. O Dianot possui infraestrutura para receber empreendimentos industriais, com potencial de abrigar cerca de 200 empresas e expectativa de gerar até 20 mil empregos considerando as duas primeiras etapas.
“O Dianot é um dos grandes benefícios que Aparecida recebe no quesito desenvolvimento. É o primeiro distrito 100% regularizado, com toda a estrutura pronta para receber novas empresas. Isso vai trazer um processo de desenvolvimento fantástico para a cidade, ampliando a receita do município e fortalecendo a capacidade de crescimento”, afirmou o prefeito.
Novo edital amplia prazo para empresas
O presidente da Codego, Luiz Antônio Rosa, explicou que o novo modelo surgiu a partir da avaliação da primeira etapa. Segundo ele, o prazo anterior foi considerado curto para que várias empresas conseguissem reunir toda a documentação exigida, o que levou a companhia a aprimorar o processo de seleção.
Com o credenciamento permanente, as empresas terão 12 meses para iniciar o cadastro e apresentar os documentos. A análise será realizada de forma individualizada, de acordo com os critérios estabelecidos no edital. Após a habilitação e a avaliação da documentação, as interessadas poderão avançar para a escolha das áreas disponíveis e para os procedimentos de assentamento.
“Fizemos uma melhoria contínua a partir do primeiro edital. Agora, as empresas terão um prazo maior para se organizar, enquanto a Codego fará a análise documental de maneira mais técnica e alinhada. Vamos avaliar os critérios estabelecidos, como a capacidade produtiva e a previsão de empregos, para que o processo seja transparente e permita um assentamento adequado”, explicou Luiz Antônio.
O cadastro já está disponível no site da Codego, na página destinada ao Dianot. As empresas interessadas podem consultar o edital e seus anexos, verificar o mapa das áreas disponíveis e encaminhar a documentação exigida.
O edital completo, com regras, documentos necessários e mapa das áreas disponíveis, pode ser consultado em: https://www.codego.com.br/diaplam-dianot-anexos/.
A habilitação no credenciamento não garante a concessão automática de um lote: a seleção depende do cumprimento dos critérios previstos no edital.
Primeira etapa acomodou 67 empresas
Os resultados da primeira fase demonstraram a procura pelo distrito e a reorganização realizada para ampliar o número de empreendimentos atendidos. Segundo Luiz Antônio Rosa, a etapa inicial contou com 177 módulos e recebeu inscrições de 118 empresas habilitadas para participar do processo. Deste total, 84 avançaram para a fase seguinte, enquanto a configuração inicial previa espaço para o assentamento de 32 empresas.
Após reuniões e ajustes na distribuição das áreas, a Codego conseguiu acomodar 67 empresas. A expectativa é que os empreendimentos selecionados na primeira etapa gerem entre 6 mil e 7 mil empregos. Com a segunda fase, a previsão é alcançar um potencial de 20 mil postos de trabalho, somando empregos diretos e parte dos indiretos.
O Dianot já atraiu mais de R$ 1 bilhão em investimentos privados, conforme os dados divulgados pela Codego. A expectativa é que a chegada das empresas movimente diferentes setores da economia, fortaleça a atividade industrial e contribua para a geração de renda em Aparecida e na região metropolitana.
Infraestrutura pronta para receber empreendimentos
Com mais de 2 milhões de metros quadrados, o Dianot foi planejado para receber empresas de diferentes portes e segmentos. A infraestrutura inclui pavimentação, rede de água tratada, esgotamento sanitário, galerias de águas pluviais, energia elétrica e iluminação pública. Segundo a Companhia de Desenvolvimento Econômico de Goiás, aproximadamente 95% das obras estão concluídas, com os serviços finais concentrados em pontos da pavimentação e na ligação definitiva da rede de energia.
O investimento público na infraestrutura é de aproximadamente R$ 140 milhões. Considerando também o valor da área, a estimativa apresentada pelo prefeito Leandro Vilela é de que o montante se aproxime de R$ 500 milhões.
“São cerca de R$ 140 milhões investidos na infraestrutura, sem considerar o valor da área. Se somarmos o valor do terreno, esse montante pode chegar perto de meio bilhão de reais. É uma estrutura que já nasce preparada para receber as empresas, com regularização fundiária e condições para que os empreendedores busquem financiamento e iniciem seus projetos”, destacou Vilela.
O prefeito também citou as obras do novo eixo viário que ligará o Dianot ao Vale das Pombas e à GO-020, com acesso à região leste de Aparecida. O empreendimento rodoviário, executado pelo Governo de Goiás, deve ampliar as alternativas de deslocamento de trabalhadores e transporte de cargas, acompanhando a implantação das futuras unidades industriais.
Terceira etapa está em estudo
A procura pelas áreas do Distrito Agroindustrial Norberto Teixeira também levou à discussão de uma terceira etapa de ocupação. Conforme Luiz Antônio Rosa, há previsão de disponibilização de mais 78 módulos em uma área institucional destinada ao município. A proposta está em fase de estudos e depende da definição de um modelo jurídico para viabilizar a parceria entre a Codego e a Prefeitura de Aparecida.
A intenção é ampliar a capacidade do distrito e considerar também empresas de pequeno e médio porte, inclusive prestadoras de serviços que possam atender aos empreendimentos instalados na região. Segundo o presidente da Codego, a terceira etapa terá um edital próprio, após a conclusão dos estudos necessários.


