Manifestantes foram às ruas de diversas cidades da França neste sábado (17) para protestar contra o aumento do custo de vida. A mobilização também reuniu estudantes do ensino médio, que reivindicam melhorias na educação após mais de três semanas de manifestações e bloqueios em escolas.
Os atos foram organizados por meio das redes sociais e buscam retomar o movimento dos “coletes amarelos”, iniciado em 2018 em meio a protestos contra a desigualdade social e o aumento dos custos para a população.
Em Paris, manifestantes realizaram uma caminhada a partir da Praça da República. Já em Marselha, foram registrados confrontos com policiais e a invasão da prefeitura por parte de manifestantes, segundo informações da imprensa francesa.
O Ministério do Interior informou que eram esperadas centenas de ações e mais de 80 marchas em diferentes regiões do país.
Os protestos também receberam apoio de organizações estudantis e da Confederação Geral do Trabalho (CGT), que defende reajustes salariais, aposentadorias maiores, redução de preços e fortalecimento dos serviços públicos.
O presidente Emmanuel Macron pediu calma e respeito às pessoas e ao patrimônio. Ele reconheceu o direito constitucional à manifestação, mas afirmou que atos de violência e destruição são inaceitáveis.
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