Fim da escala 6×1 e redução da jornada de trabalho são foco em reunião da Fieg

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O fim da escala 6×1 na jornada de trabalho foi o principal assunto discutido na reunião mensal da diretoria da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), realizada na segunda-feira (19/10), na Casa da Indústria. Aprovada e promulgada pelo Congresso Nacional na semana passada (16/10), a PEC 141/2026 também estabelece uma redução gradual da jornada de 44 para 40 horas, com dois dias de descanso remunerado.

Durante sua participação on-line, a superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sylvia Lorena, explicou os impactos da emenda constitucional, analisando artigo por artigo e interpretando o que cada medida representa para o setor industrial.

“Não é uma simples redução de jornada ou ampliação do repouso semanal remunerado”, destacou Sylvia. Um dos pontos que a especialista identificou como potencial gerador de confusão é o cálculo de horas trabalhadas, que atualmente é de 220 horas mensais. A PEC não especifica mudanças em relação ao total de horas mensais, o que, dependendo da interpretação, pode variar para 200 ou 240 horas. Esse número reflete diretamente no valor de cada hora trabalhada.

A superintendente esclareceu que um dos dias de folga deve ser preferencialmente aos domingos, mas não é uma obrigação. Ela também apontou como um fator de insegurança a ausência de especificações sobre regimes diferenciados, como é o caso de trabalhadores que seguem escala 12×36 ou 15×15 e similares.

Sobre a mudança gradual da jornada de 44 horas para 42 horas, até alcançar 40 horas, Sylvia alertou que o documento traz uma regra que, embora interessante, pode gerar muita insegurança jurídica a depender do Judiciário.

Na condução da reunião, Flávio Rassi, presidente em exercício da Fieg, anunciou que a entidade promoverá seminários com grupos de trabalho para que cada setor da indústria goiana possa trazer suas dúvidas e demandas relacionadas ao tema. “Vamos fazer o dever de casa e mapear os problemas de nossos setores, para tratarmos do assunto com maior profundidade”, orientou Rassi.

Destaque para a EXPOIND

Outro destaque na reunião foi a 3ª edição da Feira de Negócios e Soluções para a Indústria (EXPOIND), que contará com 100% dos estandes comercializados e mobiliza o setor produtivo na próxima semana, entre os dias 27 e 29 de outubro, no Centro de Convenções de Goiânia. O evento está integrado à Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio de Goiás (FICCA 2026).

O superintendente da Fieg, Lenner Rocha, apresentou a programação do evento, que começará na terça-feira (27), a partir das 14 horas. Às 15 horas, terá início o Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice), promovido pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, em sua 13ª edição.

No dia 28, das 14 às 18 horas, ocorrerão rodadas de comércio internacional, seguidas, das 18 às 20 horas, por rodadas voltadas exclusivamente para as empresas expositoras na feira. A partir das 18 horas, na Sala Paranaíba, haverá a cerimônia de entrega dos Prêmios de Sustentabilidade e de Inovação da Fieg.

Finalmente, no dia 29, o Eice sediará, entre 15 e 17 horas, a reunião do Conselho Temático de Comércio Exterior (CTComex) da federação, com a apresentação do estudo “O Acordo Mercosul-União Europeia: Impactos na Indústria Goiana”.

Durante os três dias de evento, a exposição com os principais fornecedores e tecnologias voltadas ao setor produtivo estará aberta ao público das 13 horas às 21 horas.

Reestruturação na Fieg

Ainda durante a reunião de diretoria, o gerente de Desenvolvimento Industrial da Fieg, Gustavo Vergara, apresentou a reestruturação que será implantada na área técnica a partir de 2027. No novo planejamento, a gerência contará com duas coordenações: a secretaria executiva, sob a liderança de Luciana Machado, que terá três assessores, e o Núcleo de Acesso ao Crédito (NAC), coordenado por Cláudio Henrique de Oliveira.