A taxa de desocupação para o terceiro trimestre caiu para 5,2%, a menor já registrada para esse período desde 2012. O desemprego estava em 5,4% no segundo trimestre deste ano e em 5,6% no terceiro trimestre de 2022.
Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Redução na população desocupada
A população desocupada, que totaliza 5,6 milhões de pessoas, diminuiu 4%. Isso representa menos 234 mil pessoas na comparação com o trimestre de abril a junho, quando era de 5,9 milhões. Em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, que contava com 6 milhões de desocupados, a queda foi de 6,9%. Ou seja, menos 417 mil pessoas.
População ocupada e recordes históricos
A população ocupada, que chega a 103,6 milhões de pessoas, é a maior da série histórica. Este grupo apresentou uma alta de 0,6% no trimestre, o que equivale, assim, a mais 581 mil pessoas, e um aumento de 1,2% ao longo do ano, com mais 1,2 milhão de trabalhadores.
O nível da ocupação, que representa o percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, também alcançou um recorde, atingindo 59%. Essa taxa teve uma variação de 0,2 pontos percentuais em relação ao trimestre anterior (58,8%) e se manteve estável em comparação ao mesmo período do ano anterior (58,7%).
Informalidade e rendimento
De acordo com a pesquisa, a taxa de informalidade foi de 37,5% da população ocupada, correspondendo a 38,8 milhões de trabalhadores informais. Isso representa um leve aumento em relação aos 37,4% (ou 38,6 milhões) do trimestre anterior e aos 37,8% (ou 38,7 milhões) do ano passado.
O IBGE também informou que o rendimento real habitual de todos os trabalhos ficou em R$ 3.790, estabilidade em relação ao trimestre anterior e um crescimento de 3,6% no ano, o que significa um aumento de R$ 131. A massa de rendimento real habitual, que alcançou R$ 387,5 bilhões, foi a maior da série histórica, apresentando uma alta de 1,5% no trimestre (mais R$ 5,6 bilhões) e 4,7% no ano (mais R$ 17,5 bilhões).
(Agência Brasil)



