Na era da hiperconexão, estar sempre online virou quase uma obrigação. A qualquer momento, notificações, mensagens e compromissos nos cobram respostas imediatas.
Nesse cenário, o descanso — cada vez mais raro — passou a ser visto como sinônimo de improdutividade. E assim se forma um ciclo perigoso: ao tentar pausar, muitos sentem culpa por “não estarem fazendo nada” ou por estarem “ficando para trás”.
Mas especialistas alertam: desacelerar é fundamental para preservar a saúde física e mental. Descansar não é um luxo, é uma necessidade. Reinterpretar o descanso como parte essencial da produtividade é o primeiro passo. Sem pausas, mente e corpo entram em sobrecarga. Recarregar não é preguiça, é preparação, conforme especialistas.
Como se desconectar
Estabelecer limites com o uso das telas também ajuda a aliviar a pressão constante. Desligar notificações, reservar momentos sem celular e praticar o que muitos chamam de “modo avião mental” são formas eficazes de retomar o controle sobre o tempo e reduzir a ansiedade. A ideia é clara: nem tudo precisa ser respondido imediatamente.
Agendar pausas como prioridade também faz diferença. Atividades simples como caminhar, ler, ouvir música ou apenas respirar fundo devem ganhar espaço na agenda — com o mesmo peso que uma reunião de trabalho. É uma maneira prática de reequilibrar a rotina e reconhecer que o bem-estar importa.
Desconstruir a chamada “cultura do cansaço” — que associa sobrecarga a valor pessoal — representa outro desafio importante. Mais do que fazer muito, é preciso fazer com presença e equilíbrio. Valorizar o tempo de qualidade e o descanso consciente é uma forma de resistência nesse contexto de produtividade constante.
Por fim, vale lembrar que descansar não se resume a dormir. O descanso ativo — como cozinhar com calma, meditar, praticar hobbies ou estar com quem se ama — também nutre a mente. E claro, manter uma boa rotina de sono é indispensável.
Desligar-se, mesmo que por alguns minutos ao dia, é mais do que necessário: é uma escolha de autocuidado.
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