“Hoje no Brasil, quem não tem dúvida é porque está mal informado. Quem está bem informado tem muitas dúvidas, muitos questionamentos, muitas incertezas.” A afirmação do presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Rocha, marcou a abertura de mais uma edição do Brasil em Movimento, realizada na terça-feira (6), na Casa da Indústria, em Goiânia.
Ao receber o economista e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, André destacou a proposta da iniciativa de reunir especialistas para discutir cenários políticos, econômicos e internacionais, com o intuito de contribuir para decisões no setor produtivo.
Cenário atual e a necessidade de debate
Segundo o dirigente, o momento exige um debate e articulação entre empresários, entidades representativas e o poder público. Ele mencionou os desafios da reforma tributária para Goiás e o Centro-Oeste, defendendo a construção conjunta de políticas públicas voltadas ao aumento da produtividade e da competitividade da indústria.
O encontro contou com a presença de lideranças empresariais, presidentes de sindicatos industriais e representantes de entidades como Sebrae Goiás e CNI. Entre os presentes estavam os presidentes de honra e conselheiros eméritos da Fieg, Paulo Afonso e Pedro Alves, além do diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, e o superintendente de Negócios Institucionais da CNI, Carlos Bork, juntamente com dirigentes do Sistema Fieg e lideranças sindicais.
Análise do economista Maílson da Nóbrega
Convidado da edição, Maílson da Nóbrega analisou o cenário econômico brasileiro e internacional, abordando temas como contas públicas, produtividade, reforma tributária, investimentos, infraestrutura e comércio exterior.
Ao comentar como as empresas podem se preparar para possíveis turbulências, o economista recomendou que se avaliem os impactos de diferentes cenários, que se tenha cautela com novos investimentos e que se preserve o caixa. “Em crises como essa, em que o crédito escasseia, o custo aumenta, as empresas que têm caixa são aquelas que mais sobrevivem”, afirmou.
Maílson também defendeu que as empresas estudem os impactos da reforma tributária e se prepararem para a transição. Para ele, apesar dos custos de adaptação, a mudança pode contribuir para ganhos de produtividade e competitividade.
Ao finalizar, André Rocha afirmou que a Fieg continuará promovendo debates sobre temas que afetam a indústria, incluindo comércio exterior, tecnologia, inteligência artificial e desenvolvimento econômico.

