O Brasil tinha 1,96 milhão de pessoas trabalhando por meio de aplicativos em 2025, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O número representa crescimento de 18,4% em relação a 2024.
Do total, cerca de 1,8 milhão tinham o trabalho por aplicativo como atividade principal, enquanto aproximadamente 182 mil exerciam a função como atividade secundária.
Os trabalhadores de plataformas digitais também apresentaram jornada média maior que a dos demais empregados do setor privado. Eles trabalhavam 44,7 horas por semana, 5,4 horas a mais, em média.
Apesar da jornada mais extensa, o rendimento médio por hora era menor. Trabalhadores de aplicativos recebiam R$ 16,20 por hora, contra R$ 18,40 entre os demais trabalhadores do setor privado.
A informalidade também chama atenção. Cerca de 72,1% dos trabalhadores por aplicativos não tinham vínculo formal, enquanto 66% não contribuíam para a Previdência Social.
Entre os principais motivos para trabalhar por meio de aplicativos estão a flexibilidade de horário, apontada por 26,8% dos entrevistados, a dificuldade de encontrar outro emprego (24,6%) e a possibilidade de obter uma renda maior (20,8%).


