Bruno Guimarães projeta confronto com Odegaard e alerta para bola parada

Compartilhe

A partida deste domingo (5) entre Brasil e Noruega, que vale um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo, coloca frente a frente dois dos principais “maestros” da competição. Com quatro assistências, o volante Bruno Guimarães é o segundo maior assistente do Mundial, superando o meia Martin Odegaard, que também tem quatro passes para gol, mas com menos participações.

“Espero que eu possa levar a melhor. O jogo é coletivo, mas duelos individuais são importantes. A gente tem que estar em um bom dia. Tudo pode ser decidido em alguns momentos. Quero continuar fazendo história aqui”, disse o camisa 8 brasileiro durante uma entrevista coletiva em Nova Jersey, Estados Unidos, onde o confronto ocorrerá às 17h (horário de Brasília).

Bruno ressaltou que, embora tenha se destacado nas assistências, seu estilo de jogo vai além disso. “Venho me sobressaindo nas assistências, mas meu futebol não é só isso. É fazer as bolas chegarem para os caras [meias e atacantes] poderem criar e marcar. Correr bastante. É o que venho fazendo, mesmo nesse calor”, explicou o atleta do Newcastle United, da Inglaterra.

A expectativa é que o jogo ocorra em uma temperatura elevada, com previsão de 33ºC na hora da partida, e sensação térmica perto de 40ºC. Contudo, Bruno acredita que o calor afetará igualmente as duas seleções. “Acho que vai ser um jogo muito físico. É importante ter um grupo bom, com jogadores que possam vir frescos para decidir como fez o [Gabriel] Martinelli. Acho que vai ser um jogo truncado”, projetou o volante, referindo-se ao gol marcado pelo atacante, que decidiu a vitória por 2 a 1 sobre o Japão na última segunda-feira (29), em Houston, pelos 16 avos de final.

Atenção às bolas paradas

Outro ponto destacado por Bruno Guimarães é a estratégia de jogo predominante da Noruega, que se destaca pela estatura elevada da equipe, a maior da Copa, especialmente nas bolas paradas. Erling Haaland, estrela da seleção escandinava e autor de quatro gols neste Mundial, tem 1,95 m de altura, assim como o atacante Alexander Sorloth. O zagueiro brasileiro Gabriel Magalhães, com 1,90 m, é o mais alto da seleção canarinha.

“Em qualquer escanteio e falta, eles vão dar a vida para tentar fazer gol. Treinamos muito isso para tentar neutralizar os pontos fortes. A gente espera, acima de tudo, estar em um bom dia para fazer nosso melhor futebol e sair com a classificação”, concluiu Bruno Guimarães.