O Canadá conquistou, nesta quinta-feira (18), a sua primeira vitória em uma Copa do Mundo. Anfitriões do evento ao lado de Estados Unidos e México, os canadenses golearam o Catar por 6 a 0 em Vancouver, pela segunda rodada do Grupo B.
O time da casa lidera a chave com os mesmos quatro pontos da Suíça, mas fica à frente no saldo de gols. Mais cedo, os alpinos venceram a Bósnia e Herzegovina por 4 a 1 em Los Angeles. Cataris e bósnios permanecem com o ponto conquistado na estreia.
Esse resultado aproxima o Canadá da fase seguinte do Mundial. Além dos dois primeiros colocados do grupo, os oito melhores terceiros entre as 12 chaves também avançam.
Lesão de Koné
O duelo foi marcado pela triste lesão de Ismail Koné. No segundo tempo, o canadense fraturou a perna esquerda após ser atingido pelo volante catari Assim Madibo. O próprio jogador do Catar ficou em choque e aceitou o cartão vermelho sem resistência, mostrado pelo árbitro chileno Cristián Garay.
As seleções definirão seus destinos na Copa na próxima quarta-feira (24). O Canadá receberá a Suíça, novamente em Vancouver, enquanto o Catar enfrentará a Bósnia nos Estados Unidos, em Seattle. Ambas as partidas iniciarão às 16h (horário de Brasília).
Pressão Canadense
O Canadá entrou em campo com duas mudanças em relação ao time da estreia. Autor do gol do empate por 1 a 1 com a Bósnia e Herzegovina, em Toronto, Cyle Larin e Ali Ahmed começaram jogando, substituindo o atacante Tani Oluwaseyi e o meia Liam Millar.
O Catar manteve a mesma escalação que buscou o empate de 1 a 1 com a Suíça em Santa Clara, também em solo canadense.
Foi Larin quem abriu o placar para o Canadá aos 15 minutos. Após cruzamento de Alistair Johnston, Jonathan David chutou de primeira, e o goleiro Mahmoud Abunada deu rebote. Larin, que não marcava pela seleção desde outubro de 2024, aproveitou a oportunidade e mandou para as redes.
Pressionando e reduzindo espaços para o Catar, o Canadá aumentou a vantagem aos 28 minutos. Tajon Buchanan finalizou da entrada da área, a bola desviou em Boualem Khoukhi e sobrou para David, que, assim, finalizou sem dificuldades, sem chances para o goleiro.
Dois minutos depois, Buchanan recebeu um lançamento e foi derrubado na área por Homam Ahmed. O árbitro inicialmente marcou pênalti, mas o VAR confirmou que o lance ocorreu fora da área. Contudo, o zagueiro foi expulso, já que era o último homem e Buchanan ficaria livre para finalizar.
O Canadá aproveitou a superioridade numérica e chegou ao terceiro gol nos acréscimos. Aos 47 minutos, Buchanan cruzou, Larin cabeceou e forçou Abunada a uma grande defesa. O rebote sobrou para Davies, que completou para o gol.
Fratura e Goleada
A etapa final começou com uma cena preocupante. Aos cinco minutos, Madibo disputou uma bola com Koné e acabou fraturando a perna esquerda do canadense, gerando desespero entre os jogadores de ambas as seleções.
Alguns canadenses, como David, não conseguiram conter as lágrimas. Ao ser retirado de maca, o jogador foi aplaudido pelos torcedores. Já Madibo não escapou da expulsão, deixando, portanto, o Catar com dois jogadores a menos.
Mesmo abalada pela lesão, a equipe canadense continuou pressionando e alcançou o quarto gol aos 18 minutos, com um cobrança de falta de Nathan Saliba, que substituiu Koné. Na comemoração, Saliba ergueu a camisa 8 do companheiro em homenagem.
Aos 29 minutos, o quinto gol veio novamente com Buchanan. Após um rebote de Abunada, ele cruzou da entrada da área, e Jacob Shaffelburg, emendando, assim, um chute de primeira no canto esquerdo, viu a bola se desviar em Mohamed Manai e entrar no gol contra.
Com a seleção do Catar sem esboçar reação, o Canadá ainda chegou ao sexto gol nos acréscimos. Saliba chutou da entrada da área, o goleiro Abunada não conseguiu defender, e David, em sua terceira conclusão na partida, fechou o placar em Vancouver.
Em Guadalajara, o México também fez história ao vencer a Coreia do Sul por 1 a 0, garantindo assim a classificação para a segunda fase. O gol da vitória foi de Luis Romo, que aproveitou uma falha do goleiro Kim aos 5 minutos do segundo tempo, quando o goleiro trombou com um zagueiro e deixou a bola disponível.


