Os candidatos à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), reuniram multidões em atos com apoiadores no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em São Paulo, no último dia da campanha eleitoral, neste sábado (24).
Ato de Flávio Bolsonaro no Rio de Janeiro
Na tarde deste sábado, na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro participou de uma caminhada com apoiadores ao som de trios elétricos, partindo da Praça do Ó. Durante o evento, ele fez um breve discurso agradecendo o apoio, afirmando: “Vocês estão fazendo parte dessa história”.
Contando com a presença dos deputados federais eleitos Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), além do governador de São Paulo, Tarcísio Freitas (Republicanos), Flávio Bolsonaro declarou que os próximos anos serão de “felicidade, prosperidade, liberdade e vitória porque o Brasil vai vencer”.
O candidato estava acompanhado da esposa, Fernanda, e do governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL). Entre os apoiadores, havia muitas famílias com crianças, motociclistas e lutadores de jiu-jitsu. A família Gracie, referência na modalidade, foi saudada pelos mestres de cerimônia do evento.
A manifestação deslocou-se em direção ao Condomínio Vivendas da Barra, onde a família Bolsonaro possui uma casa, com um percurso de cerca de 1 quilômetro.
Os apoiadores usavam camisetas da seleção, verde-amarelo, e portavam faixas, adesivos e outros adereços com a frase “Fora Lula”. A multidão também ergueu muitas bandeiras de Israel e cantou o Hino Nacional.
Lula reúne apoiadores em Copacabana
Por sua vez, Lula, candidato à reeleição, também reuniu apoiadores no Rio de Janeiro, mas na orla de Copacabana, em uma caminhada que começou no fim da manhã. Em um breve pronunciamento aos jornalistas antes do evento, ele ressaltou que esta foi a disputa eleitoral em que mais enfrentou mentiras do lado adversário, representado pelo senador Flávio Bolsonaro.
“Uma campanha que, provavelmente, tenha sido a campanha feita por um adversário do mais baixo nível possível”, disse Lula, lembrando que já disputou votos com personalidades como Ulysses Guimarães, Leonel Brizola, Mario Covas, Fernando Henrique Cardoso, José Serra e Paulo Maluf.
Além disso, o ex-presidente agradeceu a mobilização de apoiadores durante o segundo turno, afirmando que “não se ganha eleição sem o povo”. Segundo ele, os brasileiros querem “mudança para frente e não retroceder”, citando os desmontes na cultura, educação, trabalho, saúde e infraestrutura que ocorreram no governo anterior de Jair Bolsonaro, pai de Flávio.
Lula estava acompanhado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, e de políticos aliados, incluindo ministros e ex-ministros, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, e o ex-prefeito Eduardo Paes.
Durante a caminhada de pouco menos de 1 quilômetro, trios elétricos e o carro onde estava o presidente foram aclamados pela multidão, que ostentava as cores vermelho, do PT, e amarelo, da camisa da seleção brasileira. O público também levava cartazes exaltando feitos do atual governo e questionando a garantia de direitos em caso de vitória da campanha adversária.
O presidente mencionou ainda o caso de Ana Clara, uma menina de 5 anos que morreu em uma comunidade em Niterói, no Rio de Janeiro, atingida por um tiro de fuzil disparado por um soldado da Polícia Militar (PM), em 2021. O senador Flávio Bolsonaro defendeu a inocência do PM.
No final da caminhada, Lula fez um chamado ao voto feminino, afirmando que são as mulheres que vão ganhar a eleição. “Cada mulher que sentiu a dor daquela mãe que perdeu um filho, uma menina de 5 anos, com a bala de um policial bandido, cada mulher não pode votar no miliciano”, pontuou.
Motocarreata em Belo Horizonte
Pela manhã, Flávio Bolsonaro participou de uma motocarreata em Belo Horizonte, capital mineira, acompanhado de outras lideranças da direita, como o deputado federal Nikolas Ferreira e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas. O senador fez o trajeto em cima de um trio elétrico e deixou o evento sem discursar.
Em publicação nas redes sociais, Flávio se direcionou àqueles que ainda estão indecisos sobre a escolha para o segundo turno, afirmando que o Brasil está “unido do mesmo lado, que é o lado da mudança”.
“Qualquer cidadão brasileiro tem que cobrar mesmo o homem público quando as coisas não acontecem como prometido. E, infelizmente, o atual governo promete muito e não cumpre nada”, declarou.
“O Brasil cansou de esperar porque o que foi vendido como esperança virou medo, desilusão, recorde de mulheres assassinadas e obras inacabadas. Quero me colocar à disposição e, como presidente da República, vou dar o meu melhor”, completou Flávio.
Lula encerra campanha na Avenida Paulista
À tarde, Lula também fez um ato na Avenida Paulista, em São Paulo, encerrando sua campanha. O candidato destacou novamente o apoio popular e a confiança na possibilidade de uma virada.
“Estamos terminando uma campanha que possivelmente só tenha tido similar no segundo turno de 1989. A de 89 foi a campanha mais emocionante de que participei na minha vida, pela participação viva da sociedade”, afirmou, em um ato com forte apoio de militantes e simpatizantes, que também cantaram o Hino Nacional.
Lula ressaltou que “neste segundo turno, a sociedade brasileira resolveu assumir a responsabilidade de dizer que a eleição não é uma coisa de um partido, mas sim de pessoas que se preocupam com o país, de pessoas que se preocupam com o dia a dia de outras pessoas”, conforme relatou em coletiva de imprensa.
Na capital paulista, o candidato voltou a criticar as posturas de Flávio Bolsonaro, especialmente a defesa do policial que matou a jovem Ana Clara e a suposta proximidade com milícias fluminenses.



