Em tempos de redes sociais, jogos eletrônicos e conexões digitais, uma tradição continua despertando o interesse das novas gerações: os desfiles cívicos. Neste sábado (24/10), durante as comemorações dos 93 anos de Goiânia, crianças e adolescentes dividiram espaço com militares, estudantes e representantes de instituições públicas em uma demonstração de que o sentimento de pertencimento e a valorização da história da cidade permanecem vivos.
Realizado na Avenida 24 de Outubro, no Setor Campinas, o desfile cívico-militar reuniu cerca de 10 mil pessoas, entre espectadores e mais de 1,2 mil participantes. Entre eles estava Maria Eduarda Lima Cabral, de 12 anos, integrante do programa Bombeiro Mirim, que encontrou na celebração uma oportunidade de aprendizado, convivência e descoberta.
Para a estudante, participar do desfile vai muito além de marchar diante do público. É também uma oportunidade de conhecer outras instituições, fazer novas amizades e compreender melhor o trabalho de quem dedica a vida à proteção da sociedade.
“Eu achei muito legal, por ser a segunda vez que a gente desfila. É bom conhecer os outros batalhões, as outras escolas militares, ver como é”, contou Maria Eduarda.
Aos 12 anos, ela também demonstra entusiasmo com os conhecimentos adquiridos no programa Bombeiro Mirim, especialmente aqueles relacionados ao salvamento de vidas.
“Ser Bombeiro Mirim é legal para pessoas da minha idade, porque a gente vai descobrindo coisas que eu nem sabia que existiam nessa parte de salvar vidas. Eu acho muito legal ser Bombeiro Mirim”, afirmou.
Tradição que atravessa gerações
A participação de Maria Eduarda representa uma geração que cresceu cercada pela tecnologia, mas que também encontra nas experiências presenciais oportunidades de aprendizado e integração social.
Os desfiles cívicos, que durante décadas fizeram parte do calendário escolar e das comemorações públicas brasileiras, continuam sendo espaços de encontro entre diferentes gerações. Para crianças e adolescentes, a experiência permite conhecer instituições, compreender símbolos e tradições, além de desenvolver valores como disciplina, respeito e responsabilidade coletiva.
Em Goiânia, a celebração ganhou um significado especial por acontecer na Avenida 24 de Outubro, a principal via de Campinas, bairro histórico que já existia antes da fundação da capital, em 1933.
Celebração dos 93 anos de Goiânia
O desfile contou com a presença do prefeito Sandro Mabel, da vice-prefeita Coronel Cláudia Lira e de representantes das Forças Armadas, forças de segurança, Corpo de Bombeiros, bandas marciais, escolas e organizações civis.
Durante a programação, a Guarda Civil Metropolitana (GCM) apresentou 34 novos veículos destinados à renovação de sua frota.
Ao término do desfile, o público participou de outra tradição do aniversário da capital: a distribuição do bolo comemorativo que, este ano, pesou 1,1 tonelada.
Entre apresentações militares, bandas e homenagens à cidade, a presença de crianças como Maria Eduarda mostrou que as comemorações cívicas não pertencem apenas ao passado.
Mesmo em um mundo cada vez mais conectado às telas, experiências como a vivida pela jovem bombeira mirim demonstram que a história de uma cidade também pode ser conhecida e valorizada nas ruas, no contato com outras pessoas e na participação coletiva.
Afinal, preservar tradições não significa viver no passado, mas permitir que as novas gerações também façam parte delas.



