Esquecimentos frequentes, repetição de perguntas, dificuldade para lembrar nomes, alteração da marcha e perda de controle urinário costumam acender um alerta nas famílias, especialmente entre os idosos. Embora esses sinais possam ser confundidos com demência, eles também podem estar associados à hidrocefalia de pressão normal (HPN), uma condição neurológica ainda pouco conhecida e potencialmente tratável.
Para apoiar a investigação desses casos, o Einstein em Goiânia oferece o TAP Test, ou teste de drenagem lombar. Um exame especializado que ajuda a identificar pacientes com maior chance de melhora logo após tratamento cirúrgico.
Importância do TAP Test
O procedimento investiga uma tríade clássica de sintomas: alteração da marcha, queixas cognitivas e incontinência urinária. A partir da comparação entre as avaliações realizadas antes e depois da retirada do líquor, a equipe médica consegue reunir elementos para confirmar a suspeita de hidrocefalia de pressão normal e estimar a probabilidade de benefício com a cirurgia indicada para tratar a condição. Esse cuidado também reduz o risco de que idosos assim classificados de forma precipitada como portadores de uma demência degenerativa.
Benefícios do Tratamento
Quando a HPN reconhecida precocemente e tratada de forma adequada, há possibilidade de melhora da marcha, da memória e do controle urinário. Assim, impactando diretamente na autonomia e na qualidade de vida do paciente.
“O TAP Test nos ajuda a avaliar a tríade de sintomas associada à hidrocefalia de pressão normal. Com esse procedimento, conseguimos estimar a probabilidade de resposta à cirurgia, que trata a doença. E, em muitos casos, pode levar à reversão completa dos sintomas”, conforme afirma o neurologista do Einstein em Goiânia, Iron Dangoni.
Protocolo do Hospital
De acordo com o especialista, o hospital segue o mesmo protocolo adotado na unidade Morumbi, em São Paulo, referência nacional no método há mais de uma década. No Einstein em Goiânia, o exame realizado desde 2023, com cerca de 150 testes feitos até o momento, volume considerado expressivo para esse tipo de procedimento. “Nosso protocolo se baseia em avaliações seriadas em três dias, com coleta de 40 ml de líquor e reavaliações precoce e tardia após a coleta”, conforme explica.
Avaliação do Paciente
Durante o exame, o paciente passa por testes de marcha e avaliação cognitiva antes e depois da retirada do líquor. A análise da marcha é com tecnologia vestível (wearable), capaz de medir parâmetros como equilíbrio, velocidade e estabilidade de forma objetiva.
Isso permite detectar mudanças sutis que nem sempre percebidas em uma avaliação clínica convencional. A investigação cognitiva, por sua vez, é conduzida por uma neuropsicóloga especializada, com testes validados e padronizados.






