Os eleitores norte-americanos votam nesta terça-feira (3/10) nas tradicionais eleições de meio de mandato (midterms). Embora o nome do presidente Donald Trump não apareça diretamente nas cédulas, o pleito funciona como um verdadeiro referendo sobre os primeiros dois anos de seu segundo mandato e definirá se a Casa Branca manterá o controle do Congresso para aprovar suas propostas ou enfrentará um bloqueio oposicionista.
O que está em jogo nas urnas
A votação renova o equilíbrio no Poder Legislativo e em diversos governos estaduais:
- Câmara dos Representantes: Todas as 435 cadeiras estão em disputa. Atualmente com maioria republicana (218 a 214), os democratas precisam de uma virada de poucas cadeiras para assumir a liderança da Casa.
- Senado: Estão em disputa 35 das 100 vagas da Casa Alta. Os republicanos detêm 53 assentos contra 47 alinhados à oposição. Para mudar o controle do Senado, os democratas precisam obter um saldo positivo de quatro vagas.
O resultado destas midterms ditará a margem de manobra da administração Trump até 2028.
Economia e insatisfação no centro do debate
Com a aprovação do presidente impactada por preocupações com o custo de vida e a inflação, a oposição democrata concentrou sua campanha em críticas às políticas econômicas e tarifárias da Casa Branca. Por outro lado, Trump percorreu o país nos últimos dias em comícios de mobilização, apelando à sua base eleitoral e classificando as propostas da oposição como extremistas.
Como o sistema eleitoral americano é descentralizado e organizado individualmente por cada estado, a contagem das cédulas presenciais e dos votos enviados antecipadamente pelos correios pode levar de alguns dias a uma semana para consolidar a maioria definitiva em ambas as Casas.
