A família do professor Danilo Neves Pereira, de 35 anos, encontrado morto em Buenos Aires, cobra respostas das autoridades locais sobre as circunstâncias da morte e contesta informações divulgadas até o momento.
Segundo parentes, ainda não há confirmação oficial sobre a causa do óbito nem detalhes de como ele foi levado ao hospital. A prima da vítima afirma que a família também não recebeu informações sobre o paradeiro dos pertences pessoais, incluindo o celular.
A família nega qualquer envolvimento do professor com drogas e reforça que ele não tinha histórico de uso. De acordo com relatos, Danilo mantinha hábitos moderados e não apresentava comportamento de risco.
Outro ponto que causa indignação é o fato de o professor ter permanecido internado por cerca de seis dias sem identificação formal, sem que familiares fossem informados. A situação levanta questionamentos sobre os procedimentos adotados pelas autoridades e unidades de saúde locais.
O pai de Danilo, que reside no Pará, viaja para a Argentina para realizar o reconhecimento do corpo, que ainda não havia sido liberado até a última atualização do caso.
As investigações seguem em andamento, e um homem de nacionalidade chilena, que teria se encontrado com o professor no dia do desaparecimento, permanece detido para esclarecimentos.
Formado pela Universidade Federal de Goiás, Danilo é lembrado por familiares e amigos como uma pessoa dedicada, inteligente e afetuosa. Ele também foi destaque no programa Jovens Embaixadores e chegou a representar Goiás em intercâmbio internacional nos Estados Unidos.
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