Fieg compensa emissões de gases de efeito estufa na Expoind

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Um estudo de 2024 da consultoria McKinsey & Company revela que o Brasil pode adicionar cerca de 100 bilhões de dólares ao Produto Interno Bruto (PIB) até 2030, caso aproveite as oportunidades da descarbonização. As emissões brutas de gases de efeito estufa do país caíram 16,7% em 2024, alcançando 2,145 bilhões de toneladas de gás carbônico equivalente (GtCO₂e), comparado a 2,576 GtCO₂e em 2023.

Esta é a segunda maior redução nos índices de poluição climática do Brasil desde o início das medições, em 1990, com a queda apenas superada pela registrada em 2009, que foi de 17,2%. Os dados fazem parte da 13ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (Seeg), do Observatório do Clima, divulgada em novembro de 2025.

No contexto dessas reduções, a Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg) tem adotado, em 2024, iniciativas focadas na quantificação e na compensação das emissões de carbono geradas em seus eventos, reafirmando seu compromisso com a sustentabilidade e a responsabilidade ambiental.

Medidas na Expoind 2026

Na Expoind 2026, programada para ocorrer de 27 a 29 de outubro no Centro de Convenções de Goiânia, as emissões geradas serão medidas e compensadas. A expectativa é que o evento produza cerca de 142 toneladas de CO₂ equivalente. A medição será realizada pela equipe da Fieg utilizando a metodologia do GHG Protocol, que é adotada pelas principais empresas globais. Serão contabilizadas a energia que ilumina e climatiza os pavilhões, os resíduos gerados, a logística e até o deslocamento do público ao evento. Para compensar essas emissões, 859 mudas nativas do Cerrado serão plantadas, contribuindo para a preservação do bioma local.

“Isso mostra que crescer e preservar caminham juntos. O setor produtivo goiano gera emprego, renda e negócios, e assume sua responsabilidade com o futuro”, afirma Flávio Rassi, presidente do Conselho de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Fieg. Ele ressalta que o processo permitirá uma comunicação transparente com o comitê de governança ambiental, social e corporativa (ESG) da entidade.

Consultoria e rastreabilidade

A Fieg contratou a Verdan Engenharia Sustentável, uma consultoria especializada de Goiânia. O engenheiro sanitarista e ambiental, Áquila Silva Levindo, sócio-fundador da empresa, detalha o trabalho realizado. “Fazemos a rastreabilidade de todas as atividades desenvolvidas no evento, que inclui tanto as ações diretamente ligadas ao objetivo do encontro quanto os serviços e materiais utilizados”, explica Levindo.

De acordo com o engenheiro, o levantamento pode seguir três escopos diferentes, conforme previsto nas Normas Brasileiras Técnicas (NBR). “No Brasil, quem coordena o processo do GHG Protocol é a Fundação Getulio Vargas (FGV). Todos os anos, a FGV divulga os parâmetros e os padrões de emissão para cada um dos escopos”, esclarece.

Após a confirmação da mensuração do CO₂, a consultoria calcula o valor em toneladas equivalente à quantidade de gases que deve ser removida da atmosfera. A compensação será feita através do plantio de mudas nativas do Cerrado.