“É hora de fazer o dever de casa.” A orientação do presidente em exercício da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Flávio Rassi, marcou as discussões sobre possíveis mudanças na jornada de trabalho durante a 42ª Reunião de Diretoria Plena e Executiva da entidade, realizada na segunda-feira (19/10), na Casa da Indústria, em Goiânia.
Ao conduzir o encontro, Rassi propôs que as lideranças industriais aprofundem os estudos sobre o fim da escala 6×1 e as possíveis alterações na carga horária semanal. Ele também sinalizou a intenção de reunir gestores de Recursos Humanos para avaliar os reflexos das mudanças na operação e nos custos das empresas.
Segundo Rassi, a análise precisa considerar as diferenças entre as atividades econômicas e a capacidade de cada negócio de absorver eventuais custos adicionais. “O maior desafio é entender como as empresas vão absorver esse aumento. A grande indústria tem mais possibilidades de automatizar processos, mas os pequenos negócios, que dependem diretamente da mão de obra, podem sentir mais os impactos”, avaliou.
Fim da escala 6×1
De forma on-line, a superintendente de Relações do Trabalho da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Sylvia Lorena, apresentou informações sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, relacionada à redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1.
A apresentação abriu espaço para discussões sobre os possíveis efeitos das mudanças na organização do trabalho, nos custos das empresas e na manutenção dos empregos formais. Os participantes também abordaram questões como produtividade, inflação, negociação coletiva e as diferenças entre os setores econômicos.
Um dos pontos debatidos foi o desafio de reorganizar as equipes diante de uma eventual redução da jornada, especialmente em empresas de menor porte e atividades que dependem de atendimento presencial e funcionamento contínuo. Os participantes também discutiram a necessidade de considerar as particularidades de cada segmento e os possíveis reflexos nos preços ao consumidor.
Cenário econômico
Também on-line, o economista André Galhardo apresentou um panorama da economia, com indicadores de inflação, juros e atividade econômica no Brasil e no exterior. A análise incluiu fatores como o comportamento dos mercados internacionais, das commodities, da energia e do câmbio, além de aspectos da economia goiana.
A apresentação contribuiu para o debate sobre as condições econômicas que afetam o setor produtivo e os desafios enfrentados pelas empresas diante das oscilações do mercado.
Desenvolvimento industrial
A reunião também contou com uma apresentação da equipe da Gerência de Desenvolvimento Industrial (Gedin), conduzida pelo gerente Gustavo da Costa Vergara, sobre os preparativos para a ExpoInd, feira de negócios que integra a programação da FICCA Goiás 2026.
Na sequência, o superintendente da Fieg, Lenner Rocha, apresentou brevemente o cronograma geral da ExpoInd e da FICCA Goiás 2026 e destacou o trabalho de Pollyanna Guimarães, executiva de Mercado da Fieg, pela atuação na área comercial e contribuição para a realização do evento.
A programação incluiu ainda a apresentação de assuntos administrativos pelo diretor-secretário Célio Eustáquio de Moura, além de informações das áreas de Desenvolvimento Industrial e Internacionalização da Fieg. A reunião reuniu integrantes das diretorias Plena e Executiva, presidentes de sindicatos industriais, representantes de conselhos temáticos e câmaras setoriais e executivos da entidade.



