Goiânia é premiada nacionalmente por inovações em mobilidade urbana

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Goiânia conquistou, nesta quarta-feira (12/8), durante a Lat.Bus Transpúblico, no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center, um dos mais importantes reconhecimentos do setor de mobilidade urbana do país. A capital goiana venceu o Prêmio Plínio Assmann de Boas Práticas, promovido pela Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), na categoria Mobilidade Motorizada, com o projeto de metronização do transporte público em via urbana.

A tecnologia, que reorganiza o funcionamento dos semáforos para priorizar o transporte coletivo, fez com que os veículos passassem de uma operação em que paravam em cerca de metade dos cruzamentos para sinal verde em mais de 90% deles. Segundo o prefeito Sandro Mabel, os ônibus guiam a mobilidade da cidade e recebem prioridade nas ruas. “Dessa forma o usuário do transporte coletivo tem mais tempo para cuidar da família e ficar em casa”, destaca.

Aumento na velocidade dos ônibus

Antes da implantação da metronização, a velocidade operacional média era de 16 km/h. Com a mudança, a velocidade média dos veículos subiu para 21,5 km/h, o que representa um aumento de aproximadamente 34%. Na prática, essa alteração significa menos interrupções durante o trajeto e maior previsibilidade para aqueles que dependem do ônibus.

Dados em tempo real e maior fluidez

O secretário municipal de Engenharia de Trânsito (SET), Tarcísio Abreu, aponta que o objetivo da gestão é fazer com que o transporte coletivo perca menos tempo nos cruzamentos e consiga cumprir os percursos com mais agilidade, sem comprometer a fluidez dos demais veículos. “Um dos mecanismos para tal é a metronização, que utiliza dados da operação do transporte coletivo e do trânsito para definir o funcionamento dos semáforos ao longo dos corredores”, assinala. Informações sobre a localização dos ônibus, a quantidade de passageiros e a oferta de viagens são monitoradas em tempo real.

O sistema também conta com câmeras instaladas nos cruzamentos para identificar o fluxo de veículos. Esses dados são processados por tecnologias de Internet das Coisas (IoT) e utilizados para ajustar os tempos dos semáforos de acordo com as condições de circulação. Assim, a lógica dos cruzamentos passa a considerar não apenas o fluxo geral de veículos, mas também o desempenho do transporte coletivo. A intenção é garantir que os ônibus, que transportam um número maior de pessoas por viagem, tenham maior fluidez nos corredores.

Uma estratégia integrada de mobilidade

A metronização não é uma ação isolada. Ela integra um conjunto de medidas adotadas pela Prefeitura de Goiânia dentro do Programa Nova Mobilidade, que prioriza a melhoria da operação do transporte coletivo e a redução do tempo gasto pelos passageiros nos deslocamentos.

A estratégia envolve intervenções no trânsito, tecnologia, infraestrutura e reorganização da operação. A prefeitura atua também na implantação e modernização de terminais, estações e pontos de embarque, além da integração com as ações da Nova RMTC. Na avaliação da gestão Mabel, a lógica é combinar investimentos em infraestrutura com mudanças na operação. “Um ônibus novo, por exemplo, precisa conseguir circular com velocidade e regularidade para que a renovação da frota se traduza em uma melhora efetiva para o passageiro”, afirma Mabel.

A implantação da metronização é resultado de uma atuação conjunta entre a Prefeitura de Goiânia, por meio da Secretaria de Engenharia de Trânsito (SET), a Companhia Metropolitana de Transporte Coletivo (CMTC) e o RedeMob Consórcio, responsável pela representação das concessionárias que operam o sistema na Região Metropolitana.