Goiás alcança menor taxa de analfabetismo da história, segundo IBGE

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Goiás alcançou, em 2025, a menor taxa de analfabetismo já registrada em sua história. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgados nesta sexta-feira (19/6) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que o índice entre pessoas com 15 anos ou mais caiu para 3,5%, o menor patamar da série histórica. Entre os anos de 2016 e 2024, a taxa decresceu de 5,9% para 3,6%. O resultado evidencia os avanços do Estado na ampliação do acesso à educação e na permanência dos estudantes nas salas de aula.

O governador Daniel Vilela ressalta que a educação tem sido tratada como uma prioridade estratégica para promover o desenvolvimento social e ampliar oportunidades. “Os resultados mostram que os investimentos realizados ao longo dos últimos anos estão chegando à população. Educação significa acesso ao conhecimento, qualificação profissional e melhores condições de vida para as famílias goianas”, afirma. Ele destaca que o desempenho do Estado é fruto de uma série de políticas públicas desenvolvidas. Destacam-se ações voltadas tanto à alfabetização de crianças quanto à recuperação da aprendizagem de jovens, adultos e idosos.

Redução do analfabetismo e programas de alfabetização

Segundo o levantamento, Goiás contabilizou 207 mil pessoas analfabetas em 2025. Isso representa uma redução em relação ao ano anterior, quando a taxa já havia atingido seu menor nível histórico, com 213 mil analfabetos. Entre as iniciativas que contribuem para esse cenário, destaca-se o programa Alfabetização e Família. A ação oferece oportunidades de alfabetização para jovens, adultos e idosos que não tiveram acesso à educação na idade adequada. Os dados da PNAD Contínua revelam que a maior redução do analfabetismo ocorreu entre a população com mais de 60 anos, cuja taxa caiu de 14% para 12,3% entre 2024 e 2025.

Avanços na educação básica

Outra frente considerada fundamental é o programa AlfaMais Goiás, que fortalece a alfabetização na idade certa e auxilia os municípios na melhoria dos indicadores educacionais. Desenvolvida em parceria com as redes municipais de ensino, a iniciativa atende estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental em todos os 246 municípios goianos. Isso contribui para que mais crianças desenvolvam habilidades de leitura e escrita nos primeiros anos da vida escolar. Os avanços também se refletem nos indicadores de escolaridade. Em 2025, Goiás registrou o maior percentual de pessoas com 25 anos ou mais que concluíram a educação básica obrigatória. O Estado atingiu, portanto, 32,5%, um crescimento de 1,4 ponto percentual em relação ao ano anterior.

Na educação básica, o Estado também atingiu metas importantes. A taxa de frequência escolar entre crianças de 6 a 14 anos alcançou 96,7%, superando o objetivo estabelecido pelo Plano Nacional de Educação (PNE) para essa faixa etária. Entre os jovens de 15 a 17 anos, a taxa de escolarização chegou a 92,3%, evidenciando o esforço para reduzir a evasão escolar e aumentar a permanência dos estudantes no ensino médio. Outro dado que chama atenção é a redução do número de jovens que não estudam nem trabalham. Em 2025, Goiás registrou 14,1% da população entre 15 e 29 anos nessa condição, o menor percentual desde o início da série histórica, em 2019, e abaixo da média nacional, que foi de 17,5%.

Participação no mercado de trabalho

Os dados também reforçam o avanço educacional e social de Goiás, com a redução do número de jovens que não estudam nem trabalham. Em 2025, o estado registrou 239 mil pessoas entre 15 e 29 anos nessa condição, o que equivale a 14,1% da população dessa faixa etária, o menor percentual desde 2019. Essas informações revelam, assim, uma ampliação da participação dos jovens no mercado de trabalho e nas instituições de ensino. Em Goiás, 64% dos jovens estavam ocupados, estudando ou conciliando trabalho e estudos em 2025, o que representa uma redução de 9,4 pontos percentuais entre 2019 e 2025.

“Todos esses números mostram que Goiás está no caminho certo ao investir na educação como ferramenta de transformação social. Conseguimos avançar na alfabetização, ampliar a conclusão da educação básica e criar condições para que mais jovens permaneçam estudando ou ingressem no mercado de trabalho”, avaliou Daniel Vilela, reafirmando que a educação continuará entre as prioridades. “Educação representa oportunidade, desenvolvimento e melhoria da qualidade de vida para a população”, concluiu o governador.

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