Goiás movimentou mais de US$ 9,9 bilhões no comércio exterior durante o primeiro semestre de 2026, fechando o período com um superávit de US$ 4,21 bilhões. Entre janeiro e junho, as exportações alcançaram US$ 7,06 bilhões, representando um crescimento de 4,47% em comparação ao mesmo período do ano anterior. As importações, por sua vez, também registraram aumento de 5,72%, totalizando US$ 2,85 bilhões.
Os dados da balança comercial, produzidos pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e analisados pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg, foram divulgados na quarta-feira (19/8) e mostram um crescimento de 4,83% na corrente de comércio do estado.
Comparativo entre Estados
No ranking nacional de exportações, Goiás ocupa a 8ª posição, com uma participação de 3,82% nas vendas externas do Brasil. Em importações, o estado ficou na 11ª posição, respondendo por 2% do total nacional.
Desempenho mensal
O mês de junho foi o que mais se destacou, com um aumento de 15,87% nas exportações e 29,29% nas importações. O CIN atribui esse crescimento aos movimentos de aquisições de máquinas, equipamentos, insumos industriais e produtos químicos, além da antecipação de compras em meio a incertezas geopolíticas.
Por outro lado, março registrou as maiores retrações, com uma queda nas compras de 10,50% e vendas que diminuíram 15,15%. Essa redução foi atribuída à sazonalidade das exportações do complexo soja e as oscilações no embarque de commodities minerais.
Principais mercados
A China continua sendo o principal parceiro comercial de Goiás, tanto como destino das exportações quanto como origem das importações. As compras chinesas de produtos goianos totalizaram US$ 770,8 milhões no semestre, uma alta de 40,64% em comparação a 2025, representando 10,92% do total exportado.
Do lado das importações, a parceria com a China respondeu por 27,08% do total adquirido pelo estado, também com um aumento superior a 40%. Segundo o relatório, esses dados evidenciam uma relação comercial robusta, mas também refletem uma alta dependência do mercado chinês.
Pauta exportadora
A soja em grão continuou sendo o principal produto exportado por Goiás, correspondendo a 43,07% das vendas externas, embora essa participação tenha diminuído em relação a 2025, quando foi de 49,35%. Entre os produtos com destaque em expansão, estão as carnes bovinas desossadas congeladas, que subiram 29,50%, alcançando US$ 943,9 milhões, e os concentrados de cobre, cujas exportações cresceram 113,85%, atingindo US$ 376,4 milhões.
Pauta importadora
No que diz respeito às importações, o item mais significativo foi a categoria de produtos imunológicos, totalizando US$ 672,5 milhões (23,63% do total). Este item foi seguido pelos cloretos de potássio, que alcançaram US$ 120,4 milhões, com um aumento de 28,18%. Também estiveram entre os principais itens as partes e acessórios de carrocerias para veículos automóveis, com US$ 101,1 milhões, e medicamentos contendo compostos heterocíclicos com heteroátomos nitrogenados, totalizando US$ 93,8 milhões.
O enxofre de qualquer espécie foi a categoria que registrou o maior salto, com um aumento relativo a 277,44%, subindo de US$ 15 milhões para US$ 53 milhões no mesmo período.
Municípios
Rio Verde liderou o ranking de municípios exportadores goianos, com US$ 1,886 bilhão, representando 26,72% do total estadual. Em seguida, apareceram Jataí, com US$ 596,3 milhões, e Mozarlândia, com US$ 393,1 milhões, este último com um crescimento de 34,13% em relação a 2025. No que tange às importações, Anápolis concentrou 45,93% do total goiano, com US$ 1,307 bilhão, seguida por Catalão, que representou 20,78%, e Aparecida de Goiânia, com 11,87%.
Saldo de US$ 769 milhões em julho
No mês de julho, a balança comercial apontou um saldo de US$ 769,2 milhões, com as importações totalizando US$ 596,7 milhões e as exportações atingindo US$ 1,4 bilhão, um aumento de 4,6% em relação ao mesmo mês de 2025. A corrente comercial totalizou US$ 2 bilhões, mantendo Goiás na oitava posição nacional, com 4,3% do total exportado pelo país.
Apesar do resultado positivo, o saldo comercial de julho foi inferior ao observado nos anos anteriores: US$ 819,6 milhões em 2023, US$ 832,1 milhões em 2024 e US$ 899,9 milhões em 2025.
Como no primeiro semestre, a China foi o principal parceiro de Goiás, tanto nas exportações, que totalizaram US$ 673 mil, quanto nas importações, com US$ 149 mil.






