Goiás fechou maio de 2026 com um saldo comercial positivo de US$ 802,6 milhões, sustentado por exportações que totalizaram US$ 1,3 bilhão e importações de US$ 502,2 milhões. Os dados foram divulgados na quinta-feira (11/6) pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fieg. O relatório revela que o fluxo total de comércio exterior alcançou US$ 1,8 bilhão, mantendo o Estado na 8ª posição entre os principais exportadores do País, com uma participação de 4,5% nas exportações brasileiras no período.
Crescimento das exportações
A análise histórica apresentada pelo CIN-Fieg destaca uma trajetória de crescimento significativa: as exportações goianas mais que dobraram em uma década, passando de US$ 589,9 milhões em maio de 2017 para US$ 1,3 bilhão em maio de 2026, representando uma expansão acumulada superior a 120%.
Setores de destaque nas exportações
A agroindústria continua a ser o grande motor das exportações estaduais. A soja lidera a cadeia, com um valor exportado de US$ 591,015 milhões. A indústria alimentícia segue em segundo lugar, com carnes desossadas bovinas congeladas apresentando exportações de US$ 172,886 milhões, e o setor mineral ocupa a terceira posição com sulfato de cobre, que contribuiu com US$ 116,6 milhões.
Importações e parcerias comerciais
No que diz respeito às importações, os produtos imunológicos estão no topo do ranking, somando US$ 122,419 milhões, seguidos por medicamentos com US$ 24,882 milhões e cloretos de potássio, que totalizaram US$ 18,14 milhões. Segundo os dados do CIN-Fieg, a China permanece como o principal parceiro comercial do Estado, tanto na exportação quanto na importação, gerando um superávit de US$ 530.325 nas relações comerciais.
Perspectivas de crescimento
O aumento das compras externas ao longo da década foi notável, saltando de US$ 328,4 milhões em maio de 2017 para US$ 502,2 milhões em maio de 2026. Esse crescimento está associado à expansão da atividade econômica e à crescente demanda por insumos industriais, fertilizantes e bens de capital. No entanto, o ritmo de aumento das importações foi inferior ao das exportações, o que assegurou a manutenção de superávits expressivos durante todos os anos analisados na balança comercial.


