Goiás tem potencial para liderar a transição energética no Brasil, destada Fieg

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Com uma matriz energética diversificada, Goiás apresenta um potencial inexplorado para impulsionar o crescimento em áreas como bioenergia, mineração, energia sustentável e gás natural. Essa informação revelada durante a apresentação do diagnóstico preliminar do Plano Estadual de Energia em Goiás (PEEG), ocorrido em um workshop na Casa da Indústria no último dia 25 de junho.

O evento assim promovido por meio da parceria entre o Conselho Temático de Infraestrutura (Coinfra) da Fieg, a Secretaria Geral de Governo de Goiás (SGG) e a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O encontro proporcionou a empresários e profissionais do setor a oportunidade de debater não apenas os resultados preliminares, mas também o panorama, os desafios e as perspectivas da cadeia energética.

O papel do Coinfra e a importância da estabilidade energética

O presidente do Coinfra, Célio Eustáquio de Moura, destacou que o plano busca nortear o setor de energia no Estado. Ele enfatizou a importância de um fornecimento seguro e estável de energia para a produção industrial, que assim “tranquiliza o empresário para investir em Goiás, com qualidade de energia disponível em todo o Estado”.

O superintendente de Pesquisa da FGV Energia, Márcio Couto, corroborou, afirmando que tanto a Fieg quanto a SGG estão cientes das necessidades energéticas do Estado, e a FGV atua como facilitadora. “Nosso papel é oferecer o máximo de alternativas para o desenvolvimento da indústria de Goiás”, conforme afirmou.

Para Rudson Guerra, subsecretário de Governança do Estado, é essencial o envolvimento da indústria no diálogo, dado que “debatemos a geração, a transmissão e a distribuição energética para que todos os envolvidos possam ser atendidos”. O secretário da Casa Civil de Goiás, Bruno Belém, apontou que a colaboração entre o Estado, FGV e indústria “é crucial para criar condições que permitam a construção concreta do PEEG”.

Planejamento energético e seus resultados

O primeiro painel do workshop abordou a importância do planejamento energético e o contexto atual da energia em Goiás. Moderado pelo superintendente de Energia da SGG, Cássio Pereira Vieira, o painel contou com a presença de diversas autoridades no setor, incluindo assim Célio Eustáquio, do consultor técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Filipe de Pádua Fernandes, e do superintendente de Pesquisa da FGV Energia, Márcio Couto.

O diálogo enfatizou a necessidade de um planejamento energético efetivo para explorar o potencial de geração de energia em Goiás, focando no desenvolvimento econômico e industrial. Célio Eustáquio ressaltou a relevância da participação da indústria no plano.

A pesquisadora de Óleo e Gás da FGV Energia, Luiza Guitarrari, apresentou o diagnóstico preliminar do PEEG. Ela explicou que o estudo envolve uma análise por matriz energética, abrangendo assim indústria, comércio, meio ambiente e transporte.

Potencial de Goiás e suas fontes de energia

O diagnóstico abrange setores como bioenergia, biogás e biometano, energia elétrica e mineração, oferecendo um relatório situacional de oferta e demanda nos diversos segmentos em Goiás. “A partir do diagnóstico situacional, que é ótimo para entender o que realmente está à disposição, conseguimos identificar quais são os desafios e o que precisamos enfrentar nos próximos anos”, conforme afirmou Luiza.

O estudo ressaltou o potencial de Goiás em liderar a transição energética. O Estado possui uma matriz energética variada, com destaque para a produção hidrelétrica (56%), solar (26%), biomassa (14%) e fóssil (4%). Atualmente, é o 9º maior estado do Brasil em capacidade instalada de energia elétrica, com mais de trinta usinas de etanol de cana e milho em operação.

As fontes renováveis se destacam como a principal força da matriz goiana, com a biomassa oferecendo estabilidade ao sistema, complementando a geração hídrica em períodos de estiagem.

O diagnóstico aponta oportunidades no setor elétrico, sendo esperado crescimento da demanda, expansão das energias renováveis e adoção de novas tecnologias; na bioenergia, com uma ampla disponibilidade de biomassa.

Bem como no biogás e biometano, a partir de resíduos agropecuários e agroindustriais; e na mineração, devido à rica presença de minerais críticos para a transição energética. O principal desafio identificado é a carência de infraestrutura, que afeta todas as possibilidades de exploração.

Desenvolvimento regional e a execução do PEEG

O projeto tem como objetivo o desenvolvimento regional, captação de investimentos e incentivo à inovação. O diagnóstico preliminar representa a primeira fase do plano, que está previsto para ser lançado em abril de 2027, juntamente com um Roadmap para 2030, que incluirá ações e ferramentas para guiar a construção e desenvolvimento do PEEG.

A programação da manhã do workshop também apresentou um debate sobre Eixos Estruturantes: Energia, Emissões e Transportes, composto por especialistas da área.

Desafios da infraestrutura elétrica e perspectivas para a indústria

Na parte da tarde, a programação continuou com um debate sobre os desafios da infraestrutura elétrica. Gustavo Vergara, analista de Desenvolvimento Industrial e Infraestrutura da Fieg, enfatizou a necessidade de uma indústria com voz ativa que compreenda a urgência da infraestrutura.

A discussão sobre as perspectivas para a cadeia produtiva da mineração em Goiás foi apresentada por Itair Nunes, presidente da Câmara Setorial da Mineração (Casmin) da Fieg. Ele ressaltou assim que o PEEG busca resolver o gargalo energético no Estado, proporcionando energia elétrica de qualidade, limpa e renovável a um custo competitivo.

O evento também contou com a participação de diversos especialistas e representantes do setor, discutindo Bioenergia e a interiorização do gás e o papel do biometano dentro desse contexto.

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