Governo de Goiás intensifica combate ao Aedes aegypti e convoca população a eliminar criadouros

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O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Saúde (SES), intensifica as ações estratégicas em parceria com os municípios para conter a circulação do Aedes aegypti e combater doenças como dengue, chikungunya e zika. A orientação é que a população ajude a eliminar os criadouros dentro das residências, antes da chegada do período das chuvas.

Atualmente, Goiás registra 108.673 casos confirmados de dengue, o que representa um aumento de 17% em comparação com o mesmo período do ano passado. Em relação à chikungunya, já 11.311 casos confirmados em 2023, evidenciando um aumento alarmante de 343% em relação ao ano anterior.

Para conter esse avanço, o Estado está ampliando o monitoramento do mosquito, investindo em novas tecnologias, capacitando profissionais e reforçando o fornecimento de equipamentos, inseticidas e larvicidas aos municípios.

O titular da SES, Rasível Santos, destaca a importância da união de esforços na luta contra o mosquito. “O enfrentamento ao Aedes exige um esforço conjunto entre Estado, municípios e população. O Governo de Goiás tem investido nas ações, mas nenhuma estratégia será eficaz sem o apoio da sociedade”, conforme ressalta.

“Cada morador pode contribuir eliminando recipientes que acumulam água parada e impedindo a formação de criadouros do mosquito. A prevenção começa dentro de casa e continua sendo a medida mais importante para proteger vidas”, assim enfatiza.

Equipamentos e insumos no combate ao Aedes

Uma das principais frentes de atuação é o monitoramento por meio da ovitrampa, uma ferramenta que permite a detecção da presença do mosquito e a identificação das áreas com maior concentração de ovos.

Hoje, 104 municípios utilizam essa metodologia sob acompanhamento da SES, e 5.736 armadilhas já instaladas em diversas regiões do Estado. As informações coletadas orientam a tomada de decisões e permitem direcionar ações de controle para as áreas de maior risco, aumentando assim a efetividade das intervenções.

Outra iniciativa importante é a utilização das Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), tecnologia que transforma o próprio mosquito em agente de dispersão do larvicida em criadouros de difícil acesso. Em 2023, assim distribuídas 3.278 estações para municípios estratégicos, com destaque para Caldas Novas, que recebeu 2 mil unidades destinadas a bairros com maior incidência de chikungunya. Outros municípios como Inhumas, Goianira, Senador Canedo e Trindade também receberam as EDLs.

A capacitação contínua das equipes municipais também faz parte da estratégia estadual. Ao longo de 2025 e 2026, os treinamentos voltados ao controle químico vetorial reuniram 592 participantes de 161 municípios, alcançando 86% da meta estabelecida. As formações abordam o uso correto de equipamentos, aplicação segura de produtos e aprimoramento das ações de campo, fortalecendo a resposta local diante dos surtos de arboviroses.

Equipamentos

Visando intensificar a luta contra o mosquito, a Secretaria também investe em equipamentos para aplicação de inseticidas. O Estado conta com 20 equipamentos de Ultra Baixo Volume – UBV (fumacê) em veículos distribuídos entre as regionais de saúde.

Além disso, processos de aquisição de pulverizadores e nebulizadores. Atualmente, os municípios utilizam 372 pulverizadores costais manuais e 709 nebulizadores motorizados, o que garante um maior alcance nas ações de bloqueio e controle vetorial.

Paralelamente, a SES presta apoio aos municípios com manutenção dos equipamentos e fornecimento de produtos utilizados no combate ao mosquito. Em 2023, foram realizadas manutenções em centenas de nebulizadores e pulverizadores, além da distribuição de 2,8 mil sachês de Fludora, 8,4 mil unidades de BTI, um inseticida biológico, e 14,9 mil litros de Cielo para as ações de controle vetorial em todo o Estado.

A pulverização residual (Borrifação Residual Intradomiciliar – BRI) é uma estratégia importante no combate ao Aedes, que consiste na aplicação de inseticida de efeito prolongado nas paredes internas das residências, mantendo-se assim ativo por vários meses.

Inovação no combate às arboviroses

O Estado também amplia a adoção do método Wolbachia, considerado uma inovação na luta contra as arboviroses. Este método envolve a liberação de mosquitos que possuem uma bactéria natural, que reduz a capacidade de transmissão de vírus como dengue, zika e chikungunya.

Os primeiros municípios a receber essa tecnologia foram Valparaíso e Luziânia, financiada pelo Ministério da Saúde, com suporte da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Anápolis começou a utilizar a metodologia no último dia 5 de outubro, enquanto Aparecida de Goiânia e Trindade se preparam para sua implantação.

Vacinação contra a dengue

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) também ressalta a importância da vacinação contra a dengue, que está disponível para a faixa etária de 10 a 14 anos, conforme diretriz do Ministério da Saúde. A vacina Qdenga é administrada em duas doses, com um intervalo de três meses.

Assim, para garantir a proteção adequada contra as formas graves da doença, é essencial que as pessoas que iniciaram o esquema vacinal retornem para completar a imunização. Até o momento, foram aplicadas 402.915 doses, resultando em 54,84% de cobertura vacinal para a primeira dose. No entanto, 39,91% das crianças e adolescentes ainda não retornaram para receber a segunda dose, estando com a imunização atrasada.