O judoca brasiliense Guilherme Schimidt subiu ao topo do pódio no Grand Slam de Budapeste (Hungria) neste domingo (12), último dia da competição. Em sua primeira final de Grand Slam na categoria até 90 quilos, o brasileiro derrotou o sérvio Boris Rutovic ao definir o embate com um ippon.
Além do ouro, o Brasil encerrou o evento com outras duas medalhas: Kaillany Cardoso (-70kg) foi prata no sábado (12) e Sarah Souza (-57kg) conquistou o bronze na sexta (11). A etapa em Budapeste é a última do circuito antes do Campeonato Mundial que começa em 4 de outubro, em Baku (Azerbaijão).
Um sentimento de gratidão
“Muito feliz pelo dia de hoje. Meu coração está repleto de gratidão por tudo que estou vivendo e, principalmente, por todo o processo que me trouxe até aqui”, publicou Schimidt, que deixou a categoria em que competia (-81kg) no fim de 2024.
Revanche e desempenho na competição
O ouro conquistado hoje em Budapeste teve clima de revanche: há quase quatro meses, Schimidt foi vice-campeão ao ser superado por Boris Rutovic na final do Grand Slam de Astana (Cazaquistão). Para chegar ao combate decisivo pelo ouro, Schimidt enfileirou quatro vitórias seguidas neste domingo (13). Superou na estreia o norueguês Kornelius Eilertsen, desclassificado com o terceiro shido (punição). Nas oitavas, o brasileiro venceu por ippon o egípcio Abdalla Abdelsamea e, na fase seguinte, derrotou o moldavo Mihail Latisev. Por último, Schimidt avançou à final ao desferir um yuko no golden score (tempo extra) sobre o bielorrusso Yahor Varapayeu na semifinal.
Uma boa participação da delegação brasileira
O Brasil terminou o Grand Slam de Budapeste em quarto lugar na classificação geral, atrás de Japão, Rússia e Israel. A delegação verde e amarela contou com 17 judocas na competição, que reuniu mais de 500 atletas de 70 países. Os campeões asseguraram 1000 pontos no ranking mundial, parâmetro para a classificação à Olimpíada de Los Angeles 2028.


