Irã volta a fechar Estreito de Ormuz e confirma negociações com os EUA na Suíça

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O governo do Irã anunciou neste sábado (20) o fechamento do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas para o transporte mundial de petróleo. A medida foi adotada em meio à intensificação dos ataques de Israel no Líbano e às críticas de Teerã aos Estados Unidos, acusados de não cumprir os compromissos assumidos para conter o conflito.

Pouco depois do anúncio, a televisão estatal iraniana confirmou que uma delegação do país viajará à Suíça para retomar as negociações com representantes norte-americanos sobre um acordo provisório relacionado à guerra no Oriente Médio. A viagem estava prevista para sexta-feira (19), mas havia sido adiada.

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, as conversas seguem por meio de mediadores e devem avançar para a elaboração de um acordo definitivo. Diplomatas também participaram de reuniões em Bürgenstock, na Suíça, para discutir a implementação do entendimento firmado entre os dois países.

Nos Estados Unidos, o vice-presidente J.D. Vance afirmou que pretende viajar à Suíça nos próximos dias para dar continuidade às negociações. Ele declarou esperar que uma nova rodada de conversas ocorra em breve e demonstrou confiança na manutenção do cessar-fogo.

As tratativas têm como foco principal o programa nuclear iraniano. O governo de Teerã afirma que o enriquecimento de urânio possui finalidade exclusivamente pacífica, enquanto organismos internacionais seguem monitorando o avanço do programa.

O acordo provisório firmado entre Irã e Estados Unidos prevê um prazo inicial de 60 dias para a construção de um pacto definitivo. Em contrapartida, os EUA começaram a flexibilizar algumas sanções, permitindo novamente a exportação de petróleo iraniano e iniciando o processo de desbloqueio de ativos financeiros do país.

Enquanto as negociações avançam, a tensão militar permanece elevada. Neste sábado, novos ataques israelenses atingiram o sul do Líbano e deixaram ao menos 16 mortos, incluindo duas crianças. Israel afirma que a ofensiva foi uma resposta ao lançamento de foguetes pelo Hezbollah, enquanto o grupo libanês acusa as forças israelenses de violarem repetidamente o cessar-fogo. O cenário mantém o Oriente Médio em alerta e coloca em risco os esforços diplomáticos para encerrar o conflito.

Foto reprodução.

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