A vereadora Kátia (PT) lança oficialmente sua pré-candidatura a deputada estadual no próximo dia 13 de junho, às 9 horas, em um evento que será realizado no coração do Centro de Goiânia, uma das principais bandeiras de sua atuação política nos últimos anos. O encontro acontecerá na Rua do Lazer, onde funciona seu escritório político, e terá como palco o histórico prédio do antigo Cine Casablanca.
A escolha do local carrega um forte simbolismo. Fechado recentemente, após abrigar uma igreja, o Cine Casablanca é o único imóvel vazio da Rua do Lazer e foi alugado especialmente para sediar o evento de lançamento. Ao realizar o encontro neste espaço, Kátia pretende resgatar a memória afetiva de um dos cinemas mais tradicionais da cidade e reafirmar a importância da ocupação cultural como instrumento de revitalização do Centro de Goiânia.
Ligação com a região
A ligação de Kátia com a região vai além da escolha do local para o evento. Desde 2023, ela promove no Centro da capital o projeto Viva o Centro, uma iniciativa que reúne atividades culturais, ações de saúde, debates sobre mobilidade urbana, preservação do patrimônio histórico e propostas para a requalificação da região. O projeto já realizou dezenas de edições e se consolidou como um espaço de diálogo entre moradores, comerciantes, especialistas e representantes do poder público sobre o futuro da área central de Goiânia.
Campeã de votos e trajetória política
Esta será a segunda vez que Kátia disputará uma vaga na Assembleia Legislativa de Goiás. Em 2022, mesmo sem ocupar cargo eletivo, ela conquistou 19.940 votos em sua primeira candidatura ao Parlamento estadual. Sua trajetória política inclui ainda a disputa pelo Governo de Goiás em 2018, quando recebeu 271.807 votos, alcançando 9,16% dos votos válidos.
A vereadora também havia disputado uma vaga na Câmara Municipal de Goiânia em 2020, quando obteve 2.023 votos. Três anos depois, assumiu o mandato de vereadora na vaga deixada por Mauro Rubem, eleito deputado estadual. Em pouco mais de um ano de mandato, consolidou sua presença na política goianiense por meio de uma atuação marcada pela fiscalização, pela defesa dos serviços públicos e pelo diálogo com diferentes setores da sociedade. Nas eleições de 2024, foi reeleita com 7.247 votos, mais do que triplicando sua votação anterior e figurando entre os parlamentares mais votados da capital.
Na Câmara Municipal, Kátia tem se destacado pela atuação firme na fiscalização do poder público e na defesa dos serviços públicos. Entre suas principais pautas de mandato estão a valorização dos servidores municipais, a melhoria da saúde pública, o fortalecimento da educação, a proteção do meio ambiente e a defesa dos direitos das mulheres e da população LGBTQIA+.
Atuação na crise ambiental
A parlamentar ganhou destaque ainda por denunciar problemas na rede municipal de saúde, cobrar transparência na gestão pública e propor soluções para áreas estratégicas da cidade. Na pauta ambiental, é autora da Expedição Rio Meia Ponte, um projeto científico e educativo voltado ao monitoramento e à recuperação do principal rio que corta Goiânia. Ela foi a única vereadora da capital a participar das últimas três COPs, a Conferência do Clima da ONU, levando para o debate internacional experiências e desafios relacionados às mudanças climáticas e ao desenvolvimento sustentável.
Ao longo do seu mandato, Kátia também criou o Fórum Goianiense de Mudanças Climáticas e tem atuado na defesa das áreas verdes da cidade, na preservação dos recursos hídricos e na construção de políticas públicas voltadas à sustentabilidade urbana.
Retorno do Cine Casablanca
O evento de lançamento da pré-candidatura de Kátia a deputada estadual marca também a retomada de um dos cinemas mais tradicionais da cidade como ponto de cultura e lazer. Inaugurado no final da década de 50, o Cine Casablanca foi um dos cinemas mais emblemáticos de Goiânia.
Seu prédio, em estilo art déco, trazia o modelo tradicional dos “cinemas de rua” da época, com luxo e sofisticação. Possuía uma fachada imponente e um amplo salão de exibição. Mais do que um espaço para assistirem a filmes, o cinema era um ponto de encontro da sociedade goianiense, exigindo vestimenta formal em seus primeiros anos de funcionamento. Durante as décadas de 1950 e 1960, homens precisavam usar paletó e muitas vezes gravata para entrar nas sessões.
Com a popularização da televisão e, posteriormente, dos cinemas instalados em shopping centers, os cinemas de rua começaram a perder público. O Casablanca enfrentou dificuldades financeiras e entrou em decadência, chegando inclusive a exibir filmes pornográficos nos últimos anos de funcionamento para tentar se manter economicamente.
Após o encerramento das atividades cinematográficas, o Cine Casablanca foi desativado e o edifício passou a abrigar uma igreja evangélica, fato que também se tornou uma tendência da época.


