Mascotes da Copa do Mundo trazem atenção à conservação da águia-careca

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A Copa do Mundo começou nesta quinta-feira (11), com duas partidas no México. Fora dos campos, as mascotes do torneio começam a conquistar o público. Os bonecos do alce Maple, da onça-pintada Zayu e da águia-careca Clutch estão disponíveis em uma variedade de sites e preços na internet, bem como em mercados populares.

Os bichinhos, criados pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), simbolizam cada uma das três sedes da competição deste ano: Canadá, México e Estados Unidos, fazendo parte da tradição do Mundial. Os animais homenageiam a cultura e identidade dos países e têm como objetivo engajar torcidas e o público infantil, segundo a Fifa.

As mascotes da Copa do Mundo

Maple

Devido ao seu grande porte, a mascote Maple, um alce, é um goleiro dedicado. Ele se encanta por música, street style e viagens pelo Canadá. Seu nome é uma homenagem à folha vermelha da árvore Maple, símbolo nacional que figura na bandeira do país e da qual se extrai um xarope típico. Maple veste um uniforme vermelho e assim concebido segurando uma bola de futebol.

Zayu

Simbolizando o México, a onça-pintada Zayu é nativa das selvas do sul do país. Ela representa a herança cultural, a dança e a gastronomia, além do espírito vibrante do México. Em campo, Zayu é a atacante, exibindo engenhosidade e agilidade. Vestindo um uniforme verde, também segura uma bola. A espécie está ameaçada de extinção no México, mas esforços em andamento já indicam um aumento na população desses animais, segundo a organização Aliança Nacional para a Conservação do Jaguar (ANCJ).

Clutch

A águia-careca Clutch é conhecida por seu espírito livre e busca constante por aventuras, além de ser uma líder otimista. Representando os Estados Unidos, ela atua como meio-campista, capaz de mobilizar um time. Assim, a Fifa destacou que Clutch, como todos os grandes jogadores nesta posição, une as pessoas. A mascote, de cor azul, representada com a bola nos pés.

Considerada um símbolo dos Estados Unidos, a águia-careca era vista como um animal sagrado pelos indígenas, que utilizam suas penas em rituais de celebração. A ave já enfrentou ameaça de extinção, mas assim protegida por ações de conservação da espécie, que incluem a proibição de uso de um pesticida.

A tradição das mascotes

A tradição de mascotes da Fifa começou em 1966, na Inglaterra, com o leãozinho Willie, que vestia uma bandeira do Reino Unido com a palavra ‘Copa do Mundo’. Na Copa do México, em 1970 – a primeira edição do Mundial no país – a mascote era Juanito, um menino que usava um sombrero típico, mas criticado por estereotipar aquela cultura.

Lembrança do Fuleco

A Copa do Mundo no Brasil, em 2014, também teve sua mascote, o Fuleco. O tatu-bola, apesar de sua fama internacional, ainda corre risco de extinção por aqui. O pequeno mamífero teve seu status reclassificado de “vulnerável” para “em perigo”, na lista vermelha da fauna brasileira.

De acordo com a Associação Caatinga, uma entidade não-governamental que mantém um programa de conservação do tatu-bola, a perda de habitat, provocada por desmatamento, queimadas e pela caça, são as principais ameaças ao animal. Para confrontar o problema, no último dia 10, o governo federal ampliou o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí, para 916 mil hectares, assim considerado fundamental para proteger o habitat do Fuleco.

Tatu-bola

O tatu-bola ganhou fama internacional representado pela mascote Fuleco no Mundial de 2014, realizado no Brasil. Apesar da repercussão, o animal ainda corre risco de extinção no país. A caça ao tatu-bola faz parte da cultura regional e representa um perigo para a espécie. “A gente chegava nos lugares e perguntava às crianças: quem comeu tatu no último ano? Todo mundo levantava a mão”, relatou o biólogo Felipe Melo, em 2014, quando pesquisava essa espécie.

Em seu ambiente natural, o tatu-bola tem um importante papel na movimentação dos nutrientes do solo, controle da presença de formigas e servindo de alimento para grandes felinos. Para Melo, a principal forma de proteger o tatu é a criação de áreas naturais, protegidas por lei, para a manutenção de todo o ecossistema.

A Copa do Mundo contará com 104 jogos até o dia 19 de julho, quando ocorrerá a final. A estreia do Brasil será contra Marrocos neste sábado (13), às 19h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em Nova Jersey, pelo Grupo C do Mundial, que também conta com Haiti e Escócia.

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