Mendonça solicita remoção de fake news sobre Lula e a bandeira do Brasil em 24 horas

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O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), deu um prazo de 24 horas para que plataformas de redes sociais removam publicações que veicularam a informação falsa de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, teria jogado a bandeira do Brasil no chão após votar no primeiro turno das eleições, no último domingo (4).

Mendonça atendeu a um pedido da coligação Brasil Pronto Pra Mais, com foco em posts do influenciador Pablo Marçal, entre outros perfis nas plataformas Facebook, TikTok, Threads, Instagram e X.

Contexto da polêmica

As publicações questionadas acusam Lula de ter jogado a bandeira no chão após uma foto tirada ao lado de seu candidato a vice, Geraldo Alckmin, antes de deixar o local de votação, em São Bernardo do Campo (SP), em uma demonstração de “desprezo pelo Brasil”.

A decisão do ministro

Na decisão, o ministro analisou diversos registros do episódio, com destaque para o vídeo da emissora Globonews, que mostra a bandeira sendo enrolada e não amassada, como sugerem as postagens em questão. No registro, a bandeira é entregue a uma terceira pessoa, sem nunca tocar o chão.

Com base nesse registro, o ministro determinou a remoção de todas as publicações que afirmem que Lula “atirou”, “jogou” ou “deixou” a bandeira do Brasil no chão.

Liberdade de expressão

O ministro, contudo, avaliou que as publicações que afirmam que Lula “amassou” a bandeira, ou que ele demonstrou desrespeito ou falta de consideração ao país, não precisam ser removidas.

Para ele, essa é uma questão de juízo de valor sobre o impacto simbólico do ato, o que está protegido pela liberdade de expressão e opinião. “Cabe ao eleitor formar sua própria percepção sobre se a maneira pela qual a bandeira foi dobrada, enrolada ou manuseada representou gesto adequado, descuidado ou desrespeitoso”, escreveu o ministro.

Considerações finais

Com base em outros registros fotográficos do episódio, Mendonça considerou que os autores das publicações irregulares não necessariamente tinham conhecimento de que estavam disseminando informações falsas.