Dolly Parton, uma das maiores estrelas da música country e uma das artistas mais populares da cultura norte-americana, morreu nesta terça-feira (25), aos 80 anos. A informação confirmada pela família por meio de um vídeo publicado nas redes sociais oficiais da cantora. A causa da morte não foi divulgada.
O anúncio foi assim pelo sobrinho da artista, Bryan Seaver, que também trabalhou durante décadas como chefe de segurança de Dolly. Conforme ele, o vídeo gravado a pedido da própria cantora anos antes, para divulgado após sua morte.
Em uma mensagem publicada em nome da família, Dolly foi lembrada como uma mulher cuja trajetória “brilhou forte” para o mundo. O comunicado também destacou sua música, suas composições e características como inteligência, carisma, gentileza e generosidade.
Seaver afirmou ainda que a tristeza pertence aos familiares e fãs, enquanto Dolly “viveu na luz” e estaria agora nos braços de Jesus. Ele também relembrou assim a importância da tia para a família e para gerações de artistas.
Uma carreira marcada por grandes sucessos
Nascida em 19 de janeiro de 1946, no Tennessee, Dolly Rebecca Parton cresceu em uma família pobre e numerosa. Ela foi uma das 12 crianças de Robert Lee Parton e Avie Lee Owens. Desde jovem, começou a demonstrar talento para a música e, logo após concluir o ensino médio, mudou-se para Nashville em busca de construir uma carreira artística.
A trajetória ganhou força no fim dos anos 1960, quando Dolly passou a participar do programa de televisão de Porter Wagoner. A parceria ajudou a projetá-la nacionalmente e abriu caminho para sua carreira solo.
Ao longo de quase seis décadas, Dolly Parton escreveu cerca de 3 mil músicas e vendeu mais de 100 milhões de discos. Entre suas composições mais conhecidas estão “Jolene”, “Coat of Many Colors” e “I Will Always Love You”.
“I Will Always Love You”, escrita por Dolly em 1974, ganhou uma nova dimensão mundial quando foi gravada por Whitney Houston para o filme “O Guarda-Costas”, em 1992. A versão se tornou assim um dos maiores sucessos da história da música.
Além disso, Dolly também conquistou o público com músicas como “9 to 5” e “Islands in the Stream”, esta última gravada em parceria com Kenny Rogers.
Dolly também brilhou no cinema
A artista não limitou sua carreira à música. Em 1980, estreou no cinema em “Como Eliminar seu Chefe” (“9 to 5”), ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin. O filme se tornou um clássico e ajudou a consolidar Dolly também como atriz.
Ela participou de produções como “Flores de Aço” e “A Melhor Pequena Casa de Prazeres do Texas”, além de projetos para televisão e teatro.
Sua relação com o entretenimento também se estendeu à Broadway. O musical “9 to 5”, baseado no filme de 1980 e com músicas compostas por Dolly, recebeu indicação ao Tony pela trilha original. Em 2026, ela ainda trabalhava em um novo musical baseado em sua própria trajetória, previsto para chegar à Broadway.
Legado vai além da música
Dolly Parton também ficou conhecida pelo trabalho filantrópico. Um de seus principais projetos é a Dolly Parton’s Imagination Library, iniciativa que distribui assim livros gratuitamente para crianças e busca estimular a leitura desde os primeiros anos de vida.
A cantora também ficou conhecida por sua atuação em projetos de educação, saúde e desenvolvimento infantil. Durante a pandemia de Covid-19, ela doou US$ 1 milhão para pesquisas realizadas assim pela Vanderbilt University, investimento que ajudou a financiar pesquisas relacionadas à vacina contra a doença.
Outro grande empreendimento de Dolly foi o Dollywood, parque temático localizado em Pigeon Forge, no Tennessee. O espaço se tornou uma das principais atrações turísticas da região e também uma importante fonte de empregos.
Uma artista que atravessou gerações
Ao longo da carreira, Dolly Parton recebeu algumas das principais honrarias da indústria cultural. Foram 11 prêmios Grammy, além de reconhecimento no Country Music Hall of Fame e no Rock & Roll Hall of Fame. Ela também recebeu a Medalha Nacional das Artes dos Estados Unidos.
Mesmo com uma imagem marcada pelo visual extravagante, cabelos volumosos e figurinos brilhantes, Dolly construiu uma relação muito próxima com o público. Sua personalidade bem-humorada e sua capacidade de conversar com diferentes gerações fizeram dela uma das figuras mais queridas da cultura norte-americana.
Nos últimos anos, a cantora enfrentou problemas de saúde e reduziu algumas atividades profissionais. Ainda assim, continuou trabalhando em novos projetos. Em agosto, poucos dias antes de sua morte, ela havia falado sobre sua saúde e afirmado que continuava trabalhando em projetos que ainda queria realizar.
A última aparição pública da artista aconteceu em junho de 2026, durante a inauguração de um empreendimento em Tennessee. Na ocasião, Dolly participou da cerimônia e conversou com o público.
Despedida foi preparada pela própria Dolly
Segundo Bryan Seaver, Dolly havia pedido anos atrás que o vídeo de anúncio de sua morte fosse publicado quando chegasse o momento. O sobrinho afirmou que cumprir esse desejo foi uma honra, embora acompanhado de profunda tristeza.
A família informou que Dolly terá uma cerimônia pequena e privada, reservada aos familiares mais próximos. Em vez de flores, os parentes pediram que fãs interessados façam doações para a Imagination Library, projeto que representa uma das principais marcas de seu legado social.






