O Museu de Arte de Goiânia (MAG), localizado no Bosque dos Buritis, abrirá para visitação do público na próxima terça-feira (18/8), às 8h, a exposição da 3ª edição do Encontro Nacional de Artistas Naïfs (Enanco).
O evento reúne 86 artistas autodidatas de diferentes regiões do país em uma grande celebração da diversidade e da riqueza da produção naïf brasileira. A arte naïf é característica de artistas que não possuem formação formal em escolas de belas-artes, refletindo a espontaneidade de cada pintor e criador.
Artistas e Homenagens
A exposição contará com 77 artistas selecionados através de uma convocatória nacional, além de oito convidados e o homenageado desta edição, o artista Waldomiro de Deus. As obras selecionadas passaram pela avaliação de uma curadoria especializada composta por Fernanda Porto, PX Silveira e Sandro Torres, profissionais reconhecidos no cenário das artes visuais.
Waldomiro de Deus, com 82 anos, possui uma trajetória marcada pela valorização da cultura popular e uma produção singular. Ele será homenageado durante o encontro, em reconhecimento à sua contribuição nas artes visuais em Goiás e no Brasil. “Sua presença dá à terceira edição do Enanco um significado ainda mais especial, aproximando diferentes gerações e perspectivas da arte naïf”, afirma um dos curadores, Sandro Torres.
Conexões entre Artistas
Segundo o diretor do Museu, Antônio Da Mata, a programação também proporcionará aos artistas selecionados a oportunidade de vivenciar o encontro e estabelecer conexões com outros profissionais, pesquisadores, apreciadores e o público. “Ao trazer para Goiânia artistas de todas as regiões brasileiras, o Enanco amplia o espaço dedicado a uma linguagem artística que encontra na simplicidade, na imaginação, na memória e nas experiências do cotidiano algumas de suas principais formas de expressão”, diz.
O encontro é fruto de um projeto cultural aprovado pelo Programa Goyazes 2026, da Secretaria de Estado da Cultura do Governo de Goiás, e conta com recursos da Papelaria Tributária e da Catral. A produção executiva é de Laila Santoro, com a coordenação de Helena Vasconcelos.





